[[legacy_image_15675]] Em meio à pandemia do coronavírus, dois produtos têm ganhado destaque e atraído o interesse da população: álcool em gel e máscaras. Diante desse cenário, um casal de empresários de Santos decidiu parar de confeccionar roupas e apostar na fabricação do item de proteção individual. Eles vendem entre 200 e 300 máscaras por dia e esperam atravessar o período de crise com esse trabalho. Márcia Iglesias explica que a Covid-19 motivou os clientes da Aruanda Confecções a suspenderem as novas coleções, em meio às incertezas do mercado. A empresa do marido, Luiz Ferrigno Neto, inclusive, fornece peças para as duas lojas de moda feminina dela, a Santa Veste, que também não deu sequência nos pedidos, pelo fechamento das unidades. As sete profissionais das duas lojas tiveram os contratos suspensos (recebem pelo seguro-desemprego), enquanto os 20 da confecção continuam em plena atividade para atender à demanda, que pode ser maior. "Temos capacidade para fazer duas mil máscaras por dia". Ela conta que começou a fabricar as máscaras graças à indicação de uma amiga, que é artesã, e havia recebido uma encomenda de 500 peças de uma farmácia. “Ela me ligou e disse que não tinha como fazer, pois só conseguia fazer 30 ou 40. Nesse mesmo dia, fiz alguns telefonemas, resolvi dois pedidos grandes e começamos a fabricar”. A empresária conta que, apesar da solução encontrada, o dinheiro não é suficiente para arcar com todas as despesas e, por isso, teve a colaboração dos locadores dos imóveis das duas lojas, que suspenderam as cobranças para uma renegociação futura. Ao mesmo tempo, ela tem buscado novas maneiras de aumentar as vendas e, inclusive, tem avançado nesse sentido. Na quinta-feira (16), fechou um acordo junto a uma empresa de marketplace - plataforma que reúne diversas marcas para vendas on-line. Este já era um objetivo do casal, e agora vai sair do papel. "Na terça-feira [14] apareceu essa plataforma, que entrou em contato conosco. Fechei contrato para vender as máscaras e, na sequência, vou colocar os produtos que estão [em estoque] nas duas lojas [para a venda on-line]. Eles pegam a mercadoria em consignação, revendem e repassam parte [do valor] para nós”. Todo mundo ganha Ela abriu a possibilidade para pessoas próximas venderem as máscaras em troca de uma comissão. O mesmo ocorre quando não tem condições de atender determinado pedido - repassa para costureiras locais, que também dependem dessa receita. Márcia informa que os interessados nas máscaras de tricoline (100% algodão) podem encomendar por meio do telefone (13) 99103-9464.