[[legacy_image_17177]] Depois de um administrador de condomínios lesar cinco edifícios em Santos e um em Praia Grande, a preocupação com a contratação de empresas idôneas para cuidar da gestão e contas de prédios volta à cena. Ter uma firma à frente, com profissionais especializados, para gerenciar as atividades financeiras e estruturais pode representar economia e tranquilidade para os moradores, desde que a escolha da empresa seja feita com critérios. Na última quinta-feira (13), representantes dos edifícios lesados foram ao 1º DP de Santos registraram ocorrência contra a Silva & Jardim, administradora de condomínios e bens, alegando falsificação de atas e movimentação indevida de conta bancária. Problemas do tipo podem ocorrer porque a atividade não é regulamentada, explica o presidente do Sindicato das Empresas Administradoras de Bens e Condomínios de Santos e Região (Seabens), Horácio Prol Medeiros. “Por isso é preciso muito cuidado na hora de contratar uma empresa”. Segundo ele, existem regras que devem ser cumpridas perante a Junta Comercial para a abertura de uma administradora. “Uma delas é que um dos sócios tenha Creci. Outra exige que haja um administrador com CRA (inscrição no Conselho Regional de Administração). Isso já limita”. Porém, de acordo com ele, há empresas abertas com outra finalidade que acabam atuando no segmento. “Ela pode sofrer uma fiscalização do Creci para saber se há algum sócio que possua inscrição no setor, por exemplo. Mas, muitas vezes, depende de denúncia”, diz Medeiros. Economia Outro cuidado a ser adotado é em relação à procura por economia. A busca por redução no preço do condomínio pode levar à contratação de uma administradora que não atua de forma correta. “Chega uma empresa que oferece um valor baixo e o síndico, às vezes, por falta de experiência, ou porque só está concentrado na economia, acaba contratando essa administradora e cai em uma arapuca. É como diz o ditado: o barato pode sair caro”, alerta o presidente do Seabens. Antes de partir para a contratação de uma administradora, comece fazendo uma ampla pesquisa sobre administradoras existentes no mercado. Em Santos, há cerca de 80. A maior parte é associada ou filiada ao sindicato. “Entre os associados há trocas de informações e existe um código de ética. Quando alguém vai procurar uma nova administradora, o associado liga para o outro perguntando se está tudo bem, por exemplo. A gente não pode praticar menor preço. Quando não é associado, não existe esse código”. Também é recomendado fazer uma varredura na vida empresarial e de quem controla a administradora. “Procura ver quem é a empresa, quem são os sócios, a quanto tempo ela está no mercado. Fale com clientes dela. Confira informações com bancos e tire certidões negativas da empresa e dos sócios para ver se ela não apresenta problemas”. O presidente do Sindicato dos Condomínios Prediais do Litoral Paulista (Sicon), Rubens José Moscate, também concorda. “O grande e maior problema do síndico, é a demanda para baixar o valor do condomínio. Então, podem entrar essas empresas que cobram valores irrisórios, mas o prejuízo pode ser muito grande”.