(Nelson Jr/Ascom/TSE) No próximo domingo (6), 1.452.077 eleitores escolherão nove prefeitos e 140 vereadores nas cidades da Baixada Santista. Em meio às propostas e tentativas de ganhar o coração e os votos dos moradores da região, entender o papel de governantes e legisladores é essencial. Na visão de cientistas políticos ouvidos por A Tribuna, é o conhecimento que vai permitir as melhores escolhas diante da urna eletrônica. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “O pleito municipal resulta na eleição do poder que está mais próximo do cidadão. O prefeito é quem administra a cidade. As pessoas não ‘vivem’ num país ou num estado, mas na cidade. Elas são afetadas mais diretamente pelas ações e políticas do prefeito e, por isso, há uma proximidade maior do cidadão com o prefeito. Essa é a principal diferença”, afirma o cientista político e responsável pela metodologia e RI do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT), Alcindo Gonçalves. A cientista política e jornalista Christiane Disconsi ressalta que o prefeito administra o Orçamento Municipal, que, de acordo com a Constituição Federal, possui mínimos constitucionais que garantem a destinação obrigatória de verbas para áreas prioritárias, como educação e saúde. Ela lembra que, por exemplo, 25% da receita deve ser destinada à educação, focando na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, que são competências municipais. “Além das receitas municipais, as gestões locais podem receber repasses do Governo Federal, por meio de programas como o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica”, acrescenta. Apesar da segurança pública ser de responsabilidade estadual, Christiane frisa que o município também desempenha um papel relevante, reivindicando reforços do efetivo policial e implantando medidas como câmeras de vigilância, guardas municipais e programas de prevenção à violência. Perfil Para Gonçalves, em qualquer eleição, independentemente de que nível seja, o eleitor deve levar em conta a experiência e a carreira dos candidatos. “Se um candidato concorre à reeleição, é natural que o eleitor avalie o desempenho dele no mandato. Para quem nunca disputou uma eleição, cabe ver o que ele fez na vida. Além disso, deve-se verificar o aspecto político e ideológico, se está mais ou menos afinado com o eleitor”, pondera. Christiane vai na mesma linha e destaca que informação é fundamental. “O eleitor deve conhecer as funções de cada cargo e os candidatos. É importante avaliar a trajetória dos postulantes, suas propostas e sua capacidade de implementar ações concretas. Além disso, a ética, a transparência e o compromisso do candidato com temas importantes devem ser considerados, sempre com base na coerência entre o discurso e a prática”. De acordo com a cientista política e jornalista, o histórico do candidato é essencial e, com a internet, essas informações estão acessíveis a qualquer pessoa que queira pesquisar. “O site DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral, é uma ótima ferramenta disponível”, complementa. Ele pode ser acessado por meio do endereço.