O mercado de trabalho formal na Baixada Santista, entre janeiro e março, sofreu o efeito de uma característica comum a todo primeiro trimestre: mais dispensas no comércio, devido à passagem das festas e vendas de fim de ano, e maior volume de admissões de professores, especialmente para Educação Infantil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Assim indicam dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Neste domingo (3), A Tribuna noticiou que o saldo de empregos com carteira assinada entre janeiro e março, na região, foi de 11 vagas, resultante da diferença entre 48.304 contratações e 48.293 dispensas. O segmento com maior saldo positivo de vagas foi o de técnicos de nível médio (1.071). Desse total, 698 foram referentes a professores de nível médio na Educação Infantil. Como, tradicionalmente, há mais professoras do que professores nessa etapa educacional, uma das consequências do período foi a de que o saldo para mulheres ficou positivo em 527 vagas, enquanto, para homens, negativo em 516 — uma das variáveis pelas quais se chega ao saldo positivo de 11 empregos na Baixada. O pior resultado se deu na área de trabalhadores dos serviços, com perda de 1.447 vagas. Nela, eliminaram-se 1.034 de vendedores e prestadores de serviços do comércio. Instrução e idade Esses elementos ajudam a explicar por que o mercado de trabalho formal na região foi mais favorável, entre janeiro e março, a trabalhadores com maior grau de instrução. Exceto por analfabetos (15 vagas), somente ficaram no azul os empregos para quem tinha nível Superior completo (608) ou Superior incompleto (113), aponta o Caged. Para a força de trabalho com menores níveis de escolaridade, o saldo de empregos foi negativo nesses três primeiros meses: Fundamental incompleto (-310), Médio incompleto (-151), Fundamental completo (-150) e Médio completo (-114). De modo geral, contratantes deram preferência a trabalhadores mais jovens: até 17 anos, o número de admissões superou o de dispensas em 697 vagas, e o saldo na faixa dos 18 aos 24 anos foi de 585 empregos criados. A exceção foram trabalhadores de 40 a 49 anos, com 28 vagas de saldo. Eliminaram-se mais vagas nas faixas de 25 a 29 anos (-522), de 30 a 39 (-498), 65 ou mais (-207) e 50 a 64 anos (-72). Três cidades locais estão com empregos em alta Como ocorreu no primeiro trimestre do ano passado, apenas três das nove cidades da Baixada Santista tiveram saldo positivo de empregos entre janeiro e março últimos. Houve uma alteração na lista: em 2025, eram Cubatão, Mongaguá e Santos; neste ano, Mongaguá deu lugar a Praia Grande. Novamente, os resultados santistas foram os melhores da região. Em 2025, das que ficaram no azul, o saldo de Santos foi de 2.445 empregos; em Cubatão, 823 e, em Mongaguá, 530. Neste ano, Santos acumulou 1.774 postos; Cubatão, 623, e Praia Grande, 68. Os segmentos com maior saldo positivo de emprego em Santos foram os de técnicos de nível médio (865), que englobam professores de Educação Infantil (638), e trabalhadores da produção de bens e serviços industriais (423), entre os quais se sobressaem os de construção civil e obras públicas (214). Com carteira Ainda conforme o Caged, o estoque (total) de empregados com carteira assinada na Baixada era de 411.197 trabalhadores em março, 9.986 a mais do que em março de 2025 (401.211; alta de 2,49%). Desde 2021, comparados os meses de março de cada ano, a quantidade de trabalhadores formais na região está em alta. A exceção foi de 2020 para 2021, no pico da pandemia de covid-19, quando o estoque caiu de 342.777 para 339.628 vagas. Voltou, porém, a ser maior em março de 2022, com 357.895 registrados.