[[legacy_image_213430]] Os lojistas da região devem abrir 5 mil vagas temporárias neste fim de ano, de acordo com projeção do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista e Vale do Ribeira. O presidente da entidade, Omar Abdul Assaf, espera um aumento de vendas na temporada de fim de ano de 12%. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Estamos com boas expectativas, talvez uma das melhores porque o ano eleitoral está trazendo mais geração de empregos por conta da campanha política. A projeção de aumento deve ser na casa dos 12%, superando o aumento de vendas no Dia dos Pais”, diz. Presidente da Associação Comercial de São Vicente, Alcides Antonelli também prevê crescimento na casa dos dois dígitos. Ele acredita num aumento de 10% nas vendas na Cidade tendo em vista que os comerciantes estão fazendo estoque. “Alguns segmentos podem vender até 20% mais. Temos o fim das eleições, logo em seguida a Copa do Mundo e o início do verão, as festas de fim de ano com total liberdade do afastamento social por conta da pandemia, isso deixa os ânimos melhores”, conta ele. Ambos explicam que, com relação às contratações, o início deve ser em novembro. Entretanto, neste mês já começa alguma movimentação. “Aquelas funções que necessitam de treinamento são fechadas no fim deste mês”. Segundo Assaf, uma boa parcela desses empregos pode se tornar efetiva. “Essas vagas podem se tornar efetivas dado o piso de ingresso, o que estimula empresas a contratarem”, diz ele. O salário mínimo não tem reajustes reais desde 2019. Por um lado, o chamado “piso de ingresso” fica sem força para vencer a inflação, por outro, justificam os comerciantes, estimula a contratação. “A Baixada tem um diferencial em relação a outras regiões, porque nossa temporada vai além do fim de ano, passa as festas e mantém-se até o Carnaval, quando as vendas podem até superar o Natal”, afirma Assaf. CautelaComerciantes afirmaram a A Tribuna que vão aumentar as contratações para o fim de ano, sendo que um deles até dobrará o quadro de pessoal, apostando na temporada. Rivelino Martins, de 54 anos, mantém uma loja de vestuário há cinco anos no Centro de São Vicente. Ele passou a pandemia fechado e diz que as vendas ainda não retornaram ao patamar de antes da covid. “O movimento não tem mais aquela constância que tinha ao longo do mês, as vendas acontecem mais na semana do pagamento. Há circulação de pessoas nas ruas, porque não tem mais restrição, mas as lojas estão vazias”, diz. Ele está otimista com o fim de ano, mas diz que o número ainda alto de desempregados e a inflação impactam nas compras. “O público de menor renda, que sustenta os pequenos comércios, está contando o dinheiro para comer. Sobra pouco para outras compras”, diz. Em sua loja, há 16 funcionários e ele prevê estar com 22 no fim do ano. “Temos boas perspectivas, mas não acredito em explosão de vendas”. “As pessoas compram mais no começo do mês, no pagamento”, afirma a gerente de uma loja de bijuterias e diversos, Larissa Alves, de 24 anos. O número de funcionários do estabelecimento deve dobrar dos atuais seis para 12 funcionários. “Queremos vender todo o estoque”.