[[legacy_image_42132]] A Baixada Santista está a 421 vacinas das 350 mil aplicações da 1ª dose de coronavírus. Na prática, é como se toda a população de Guarujá ou Praia Grande estivesse imunizada. Ou ainda a mesma coisa que a soma dos moradores de Bertioga, Cubatão, Itanhaém e Mongaguá. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Hoje, quase 200 mil já receberam as duas doses na região, ou seja, já estão totalmente imunizados. Para especialistas, esse é o caminho para que a vida finalmente volte ao normal, mas ainda falta muito a percorrer diante dos 1.881.706 habitantes da Baixada Santista. Santos é a cidade que mais vacinou até hoje na região: são 120.758 pessoas que tomaram a primeira dose e 72.569 que receberam a segunda. A Cidade é a que tem a maior população idosa na região. Para o doutor em infectologia e professor universitário Marcos Caseiro, a região vacinou muito menos do que deveria, assim como todo o resto do País. “Estamos no meio de uma pandemia e a velocidade está ridícula diante da necessidade de salvar vidas. É absurdamente lento”. Para ele, um equívoco foi imunizar profissionais da saúde que não atuam na linha de frente da covid-19. “Diante dessa escassez, deveríamos priorizar quem está morrendo, que são os velhos e as pessoas com comorbidades. Vacilamos lá atrás, na corrida das vacinas, e pagamos por essa irresponsabilidade. Estamos no meio de cepas mutantes e perdendo muito tempo”. O diretor da Sociedade Paulista de Infectologia, Evaldo Stanislau, alerta que esse percentual da região “não significa nada do ponto de vista de saúde publica”. O médico, que atua no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, explica que a vacina tem a ação individual de proteção contra formas graves e morte por covid-19. E ainda diminui a circulação viral quando mais de 80% da população estiver imuizada. “As pessoas que não se julguem protegidas, porque estamos bem longe da vacinação efetiva e rápida. Nesse ritmo, sabe lá Deus quando isso acontecerá”. Problemas Para o infectologista Ricardo Hayden, o Estado tem condições de fazer muto mais e estaria fazendo se tivéssemos recebendo mais vacinas. Vale lembrar que, esta semana, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que não deve ter mais doses da vacina CoronaVac a partir da próxima sexta. Ele atribuiu o atraso na chegada do insumo farmacêutico ativo (IFA), fundamental para a produção dos imunizantes, à postura do governo federal com a China, principal fornecedora dos insumos. “Poderíamos vacinar todo o Estado no período de seis a oito meses. Só posso lamentar que isso não acontecerá, pois quanto mais rápido se vacina, se anda na rua com segurança. voltam os empregos, o pagamento de impostos e a roda gira”, explica Hayden. O infectologista do Hospital Albert Einstein, Jacyr Pasternak, pede que sejam mantidos o uso de máscara e álcool em gel, além do distanciamento social. “Vai demorar muito até que essa situação se resolva, mas não tem o que fazer além de tomar todos os cuidados”.