[[legacy_image_133737]] A dez dias do início das festas de fim de ano, a ocupação de leitos covid-19 na Baixada Santista continua em baixa. Dados do Governo do Estado desta segunda-feira (13) mostram que o índice de ocupação de UTIs na região é de 23,8%, enquanto o de enfermaria está em 16,3%. A média móvel de novas internações é de oito por dia. Para infectologistas, embora a situação seja melhor, é preciso manter a atenção. O infectologista Marcos Caseiro acha que a situação é menos preocupante. “No ano passado a situação era mais grave, tínhamos um enorme movimento de solicitação de vagas para internação e aquela cepa de Manaus, a P1 que se espalhou pelo Brasil inteiro de forma impressionante. Já a delta não causou estrago aqui, muito pela vacinação. E essa variedade ômicron não mostra aumento de mortalidade”. Para Caseiro, porém, é importante que as famílias mantenham ao máximo os protocolos nas festas de fim de ano. O ideal, diz ele, seria que as pessoas que vão se reunir fizessem antes o teste PCR e em caso de qualquer sintoma, não comparecessem em reuniões familiares. A infectologista Raquel Stucchi acredita que a vacinação no Brasil ainda é muito desigual e as pessoas viajam. “Estaríamos em uma situação de muito conforto se a variante ômicron não estivesse entre nós, para estragar nossa festa. É um momento favorável, mas que não traz tranquilidade”. Ela orienta a manter os cuidados. “As comemorações de fim de ano só devem ser feitas entre pessoas vacinadas com menos de seis meses. Devemos manter o uso de máscaras e tirar só para comer e beber, conversando o menos possível. Quem estiver com sintomas, não deve comparecer”. A infectologista Raquel Muarek afirma que o momento é bom, com diminuição de internações e mortes, mas os casos continuam. “As pessoas podem se reunir, desde que aumentem a testagem. E as pessoas que não tomaram a terceira dose, que usem máscaras”. Leitos nas cidadesEm Santos dos 201 leitos ofertados totais (púbicos e particulares), 49 ocupados - 24%. Dos 106 leitos de UTI 30 ocupados - 28%. Já em São Vicente, dos 16 leitos de enfermaria, quatro estão ocupados, o que representa 25% do total. Nos cinco de UTI, dois pacientes estão internados, ou seja, 40% da capacidade. Guarujá possui 55 leitos exclusivos para covid-19, públicos e privados, 19 são de UTI. Nesta segunda, seis estavam ocupados na rede pública, 25%. Na rede privada, quatro pessoas internadas, 12%. Praia Grande tem 24 leitos de UTI adulto, com três ocupados (13%) e 29 de enfermaria, com seis ocupados (21%). Já Cubatão possui 16 leitos, metade de UTI – quatro ocupados (50%). Os de enfermaria estão vagos. Mongaguá dispõe de 22 leitos de enfermaria na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), todos desocupados. Enquanto Bertioga informa que, dos cinco leitos de UTI Covid-19, nenhum está ocupado. Dos oito leitos de enfermaria Covid-19, apenas um está ocupado (12,5%). Itanhaém tem atualmente apenas três leitos covid enfermaria e mais nenhum de UTI. Não há pacientes internados na Cidade. Em Peruíbe não existem leitos covid, os casos são encaminhados para o Hospital Regional de Itanhaém.