[[legacy_image_161833]] No mês em que completa 60 anos, o Centro de Valorização da Vida (CVV) segue com atendimentos ininterruptos que visam atuar na prevenção ao suicídio e na prestação de apoio emocional. Na Baixada Santista, a entidade possui postos de atendimento em Santos e São Vicente. Por meio do telefone 188, que é gratuito, são atendidas pessoas de todo o Brasil. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em Santos, o CVV fica em um imóvel localizado na Vila Mathias. O atendimento acontece 24 horas por dia e o local possui cerca de 80 voluntários. SigiloMembro do CVV Santos há 39 anos, o voluntário Renato Caetano de Jesus destaca a importância do sigilo sobre o que é conversado com as pessoas que procuram ajuda. “Existem sentimentos de desesperança, desencanto, angústia, desespero, medo, sofrimento e abandono. Um sentimento de isolamento e exílio. São pessoas que, por algum motivo, se sentem totalmente abandonadas, ou por aquelas que a cercam ou porque elas estão ou se sentem sozinhas. A solidão é um sentimento muito presente em muitas das conversas que as pessoas têm com a gente”, afirma. Atendimento em redeDesde 2017, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, após acordo com o Ministério da Saúde. Com isso, os atendimentos são feitos em rede, não se limitando aos estados. Assim, voluntários em Santos e São Vicente podem atender moradores de fora do Estado de São Paulo. Voluntário do CVV Santos há 5 anos, Basílio Rocha ressalta a importância do atendimento em rede, permitindo atingir mais pessoas. “Uma pessoa no Amazonas, por exemplo, entrando em contato com o CVV, pode ser atendido por alguém de Santos. O voluntário atende todo o Brasil. Costumamos nos identificar pelo primeiro nome e sempre como voluntário. Com o telefone 188, as distâncias acabam sendo supridas”. ImportânciaEm São Vicente, a ONG fica em um endereço no Centro, e funciona em dois períodos, das 7h às 11h e das 19h às 23h. A unidade possui 24 voluntários. Há três anos no CVV São Vicente, o voluntário Vitor Reis destaca como o trabalho prestado tem sido importante. “Os atendimentos continuam sendo de pessoas que precisam de alguém para ouvir o que elas desejam falar. É uma experiência muito gratificante. Nesses anos, tenho desenvolvido meu autoconhecimento e me sinto melhor como pessoa”. 120 postos no PaísO CVV é uma Organização Não Governamental (ONG) que completou 60 anos em 1º de março. De 1962 para cá, foram mais de 40 milhões de atendimentos em todo o Brasil, tanto presenciais quanto por telefone. Em 2021, foram mais de 3,6 milhões de atendimentos feitos nacionalmente, por cerca de 4.200 voluntários. A ONG possui cerca de 120 postos de atendimento espalhados pelo País. Não é só tristezaO voluntário Basílio Rocha cita que o objetivo da entidade é trabalhar com o sentimento das pessoas, seja ele de tristeza ou alegria. “As pessoas não ligam apenas com situações pesadas. Existem aqueles que compartilham situações felizes que estão passando e, às vezes, não têm como compartilhar”, afirma o voluntário. Como exemplos, ele cita nascimentos de familiares e tutores que recuperaram seus animais de estimação recentemente. PrevençãoA prevenção ao suicídio é outro ponto destacado. Renato Caetano cita a importância de começar essa prevenção antes de a pessoa ter a ideia de tirar a própria vida. “Entendemos que é possível fazer a prevenção do suicídio quando se conversa com alguém que está angustiado, desesperado, mas ainda não tem na cabeça a ideia de tirar a própria vida. A gente entende que a prevenção já está sendo feita aí. Não precisa chegar até o momento em que a pessoa construiu a ideia e começa a arquitetar a sua vontade de não estar mais nesse mundo”, explica. A prevenção ao suicídio é outro ponto destacado. Renato Caetano cita a importância de começar essa prevenção antes de a pessoa ter a ideia de tirar a própria vida.