[[legacy_image_146459]] A Baixada Santista é uma das regiões com maior incidência de raios em todo o Estado, principalmente no verão, que neste ano vai até 20 de março. Somente nos três primeiros meses de 2021, por exemplo, o total de descargas elétricas nas nove cidades foi de 56.477. Por isso, os cuidados devem ser ainda maiores e quem pensa que o perigo é somente na rua deve redobrar os cuidados em casa. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A região é atingida por múltiplos sistemas frontais — que separam duas massas de ar. Osmar Pinto Júnior, membro do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), explica que o fenômeno causa alta incidência de descargas elétricas. “Esses sistemas frontais atingem o Estado como um todo e pegam, muitas vezes, altas temperaturas. Isso favorece esse choque de massas.” Para comparação, março foi o mês com o maior número de descargas elétricas na região em 2021: 29.459. Depois, fevereiro, com 13.939, e janeiro, com 13.079 — todos no verão. É um período em que banhistas optam por permanecer na praia mesmo quando o tempo muda, na esperança de chuva breve. No entanto, é importante se prevenir para evitar acidentes e mortes. “A recomendação é sair da praia ao ouvir o primeiro trovão. Já houve a descarga elétrica. Ou seja, da próxima vez, o raio pode cair em um local a poucos metros das pessoas. O melhor a fazer é se abrigar em locais fechados, restaurantes ou dentro do carro, até o tempo abrir”. [[legacy_image_146460]] Cuidados em casaPara quem pensa que há perigo de ser atingido apenas em local aberto, acidentes domésticos também podem acontecer e os cuidados precisam ser, até, redobrados, segundo Osmar Pinto Júnior. “As pessoas já pensam de imediato que, se vão para dentro de casa, estarão mais protegidas, mas ainda existem riscos. As pessoas podem entrar em contato com algum aparelho ligado à rede elétrica, pode haver alguém tomando banho de chuveiro elétrico, pessoas encostadas na geladeira”, diz. O especialista afirmou que, nos últimos anos, os acidentes dentro de casa por causa de descargas elétricas têm ocorrido com celulares. “O caso mais comum nos últimos anos é das pessoas falando ao celular com ele ligado no carregador. As pessoas não têm mais telefone fixo, então, falam ao celular com mais frequência. Nesse cenário, a pessoa acaba ficando exposta a uma descarga elétrica. Mesmo dentro de casa, há ocorrência de mortes ou choques que podem levar a óbito”, adverte Osmar Pinto Júnior.