Com adesão de 40%, greve dos funcionários dos Correios completa uma semana

Segundo a estatal, a rede de atendimento continua aberta em todo o País e os serviços, inclusive o SEDEX e o PAC, seguem ativos. Mas as postagens com hora marcada, suspensas desde o início da pandemia, estão indisponíveis.

A greve dos funcionários dos Correios completa uma semana nesta terça-feira (25) com adesão em torno de 40% dos 950 empregados na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, segundo a unidade regional do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos (Sintect). O índice varia em cada cidade.

O presidente do Sintect, José Antonio da Conceição, afirma que a maior parte dos grevistas são carteiros, que representam também a maioria dos funcionários: são cerca de 550, dos quais “mais de 200” aderiram à paralisação.

Conceição afirma que o protesto “é única e exclusivamente por direitos. Nada mais. Não estamos brigando por aumento de salário ou coisa do outro mundo”. O objetivo é manter benefícios que, de acordo com ele, são mais atrativos do que os salários – os vencimentos básicos de um carteiro são em torno de R$ 1,7 mil.

Entre os benefícios que os funcionários querem manter, estão o adicional de risco de 30% pago aos carteiros, assistência médica, vale-refeição e adicional de férias de 70%, conforme o presidente.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect) cita que parte dos trabalhadores decidiu cruzar os braços em protesto contra a proposta de privatização da estatal e pela manutenção de benefícios trabalhistas.

A categoria também reivindica mais atenção da empresa quanto aos riscos que o novo coronavírus representa para os empregados.

Rede aberta
Segundo a empresa, a rede de atendimento continua aberta em todo o País e os serviços, inclusive o SEDEX e o PAC, seguem ativos. Mas as postagens com hora marcada, suspensas desde o início da pandemia, estão indisponíveis.

Em nota, os Correios declaram que “têm preservado empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios dos empregados”.

Declaram, ainda, que “a paralisação parcial da maior companhia de logística do Brasil, em meio à pandemia da covid-19, traz prejuízos financeiros não só aos Correios, mas a inúmeros empreendedores brasileiros, além de afetar a imagem da instituição e de seus empregados perante a sociedade”.

* COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASIL

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