[[legacy_image_263098]] Sonho ou pesadelo? Muito se questiona sobre o que vem após o “'felizes para sempre'. Então, atenção: depois de encontrar o par ideal, vem de brinde uma nova família e, principalmente, uma segunda mãe (assim se espera): a sogra. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Nesta sexta-feira (28) é comemorado o Dia Nacional da Sogra. Alvo das mais diversas piadas, o símbolo da mãe do marido ou da esposa se tornou temido e muito estigmatizado nos últimos anos. Brinquedos as associam a 'linguarudas', caso da língua de sogra. Mas, calma. É possível ter uma boa relação com a figura materna da pessoa amada. É o caso da professora aposentada Sandra Elias Losada Wai, de 51 anos. A moradora de Santos conta que sempre teve uma relação perfeita com a nora, Raphaela Victória Silva Lima, estudante de 19. "Desde o início, nós nos damos muito bem. Ela sempre foi muito educada e simpática comigo. Nunca tive nenhum problema, gostei muito da escolha do meu filho. Apesar de ele ser filho único e a sogra ter fama de ciumenta, eu nunca tive. Tinha consciência de que o amor por uma namorada não é o mesmo que ele tem por mim”, explica Sandra. Para a aposentada, a relação de namorada e de mãe é diferente para o filho. “Sempre quis ter uma relação de mãe, se eu me meter em algum assunto é para que ele faça o possível para agradá-la e seja gentil. Para que ele seja um homem bacana para ela”. Essa preocupação em manter uma boa convivência entre as duas surgiu de um passado conflituoso. Sandra relembra que não teve uma relação boa com a sogra. A professora diz que a mãe de seu marido tinha “intenso ciúme” e nunca aprendeu a lidar com o fato de que o filho tinha casado. Já Raphaela reforça que sempre foi muito bem acolhida pela sogra desde que a conheceu pela primeira vez. Ainda mais, comenta que recebe presentes mesmo fora de datas comemorativas vindos da sogra. “Desde o início do meu relacionamento, fui muito bem acolhida, sempre conversamos muito e nos damos muito bem. Isso acaba tornando meu relacionamento com meu namorado muito melhor também. Sou muito mimada e ganho ‘presentinhos’”, cita. "O Segredo"Relação de amor e respeito que é semelhante a da artesã Rosangela Mathias Ramos de Paiva, de 47 anos, que tem três genros. A moradora de Guarujá diz que se dá bem com eles e vive uma relação de mãe e filho com todos. “Eles conversam e brincam muito comigo. Me tratam super bem. É um respeito fora do normal, nunca achei que teria essa relação com meus genros. Me sinto muito bem”, diz. O segredo para ter uma boa convivência entre os dois é a compreensão e a comunicação. Além disso, Paiva relata que também pensa sempre no bem-estar dos filhos. “Penso que se eles tratam minhas filhas e meu filho bem, eu tenho que contribuir com isso. Isso é tudo para mim”. Como forma de demonstrar amor, a artesã gosta de colocar a mão na massa. Paiva afirma que gosta de preparar cafés e almoços para recebê-los. Também relata que está sempre aberta para comunicação e pergunta sobre a vida deles. “Não tenho ciúme de nenhum deles (seus filhos). Eles estão com pessoas que os tratam bem, isso é tudo. Trato eles como se fossem meus filhos, minhas filhas dizem que trato melhor do que elas”, relata. [[legacy_image_263099]] Tudo são flores?Como nem tudo são flores, o genro de Rosangela diz que- mesmo que raramente- as desavenças existem. O empresário Bruno Gabriel Freitas Andrade, de 23 anos, conta que mesmo assim a relação entre os dois sempre foi muito boa. “Ela é como se fosse uma segunda mãe para mim. De vez em nunca tem essas desavenças, mas não atrapalha. É mais relacionada à mulher mesmo. Temos uma convivência boa. Não tenho nada a reclamar, só agradecer. Inclusive ela está agora fazendo um cafezinho quente para mim”, comenta. Como surgiuSegundo o Calendarr Brasil, site que disponibiliza as datas comemorativas, há uma lenda popular sobre a criação do Dia da Sogra que teve início a partir de um acontecimento curioso no Brasil. No ano de 1957, o site relata que um trabalhador industrial britânico criou um zoológico em sua casa e queria muito ter uma sucuri. Depois que conseguiu a cobra, o homem não conseguia pronunciar o nome e chamava o animal de "sogra". Quando o Presidente do Brasil da época, Jânio Quadros, organizou um café da manhã especial para a equipe do governo, foi dito que todos poderiam trazer suas esposas e sogras. O britânico seguiu as ordens de Quadros, levando para o café da manhã sua esposa e a cobra. Reza a lenda que a sucuri assustou todos os convidados e estragou o evento. A história tomou repercussão na época e virou piada, por associar a figura da sogra à sucuri. A história não oficial fez com que o dia 28 de abril ficasse marcado como o Dia da Sogra.