Claudino Guerra Zenaide. Candidato à reeleição à presidência da Unimed Santos (ASlexsander Ferraz/AT) A Unimed Santos realizará eleição nos dias 23 e 24, em assembleia geral ordinária para escolher seu presidente. Os cooperados poderão votar no Salão Orquídea do Parque Balneário Hotel, das 10 às 22 horas (dia 23) e das 9 às 17 horas (dia 24). O atual presidente, o cirurgião ortopédico Claudino Guerra Zenaide, de 78 anos, concorre à reeleição. Em sua chapa para a diretoria-executiva, também estão José Roberto Del Sant (Controladoria), Carlos Vinetou Ayres (Provimento de Saúde), José Luiz Camargo Barbosa Filho (Mercado) e Maria Heloiza Torres Ventura Wey (Relacionamento). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Qual é a sua principal meta, caso seja eleito? A Unimed tem duas metas grandes. Uma delas é atender o nosso cliente, que é importantíssima. E a outra é ao nosso médico cooperado. Somos uma cooperativa médica e uma operadora de plano de saúde. Instituições que têm esses requisitos nos obrigam a ter as duas prioridades. Qual o seu projeto para ampliar a cobertura do quadro de médicos cooperados? É de conhecimento de todos que a medicina suplementar viveu um drama grande do ponto de vista econômico e financeiro depois da pandemia. Nesse momento, a operadora deu toda a assistência aos seus clientes. Mas isso trouxe um grande complicador do ponto de vista econômico. Conseguimos reverter essa conta em 2023, 2024 e, finalmente, 2025. Acredito que 2026 e 2027 serão dois anos muito bons, com atenção maior do ponto de vista econômico e financeiro para o nosso cooperado. Eu não tenho dúvida disso. Existem planos para ampliação, melhoria das estruturas, da infraestrutura da Unimed? Foi esta gestão que criou o Centro Médico, a primeira estrutura verticalizada que a Unimed tem. E nós temos projetos de verticalização do hospital. Usamos um terço do terreno, e os dois terços restantes seriam para construir o hospital. Isso quando a gente começou, em 2018. Inauguramos o Centro Médico em janeiro de 2021, em plena pandemia. E ela levou todas as nossas reservas para construir o hospital. Há um projeto pronto, mas voltou a ser um sonho. Espero que seja realizado, mas não a curto prazo. Como avalia o mercado de planos de saúde atualmente? A medicina suplementar, de um modo geral, sofreu muito por conta da pandemia. Hoje, temos um equilíbrio. Em medicina, com essa inteligência que está ocorrendo no mundo inteiro, há uma evolução muito alta. E tudo isso traz custo. Esse é um grande desafio para nós, de atender nossos clientes com essa nova medicina. Hoje, temos uma parceria, que é quase um copia e cola, com o Instituto de Tecnologia de Medicina Inteligente (ITMI), no Parque Tecnológico de Santos, um hub de negócio, justamente para usar essa ferramenta: a inovação e medicina, captar dados e fazer da necessidade a melhor utilização possível na nossa área médica. É observada, nos últimos anos, uma grande migração de beneficiários que saíram dos planos de saúde e foram para o SUS. Como lidar com isso? A realidade brasileira, do ponto de vista econômico-financeiro, vice uma fase muito complicada. A Unimed tem dois fatores importantes: a melhor rede assistencial na Baixada Santista e os melhores médicos, e todos os nossos colegas estão à disposição dos nossos clientes. Isso gera um custo que algumas operadoras de medicina de grupo não têm porque eles concentram o atendimento em determinado local. O grande desafio que a Unimed tem hoje é a assistência ao autista, que vem em um crescente muito grande. Em 2018, tínhamos oito autistas no plano; hoje, são mais de 2 mil. Isso gera uma nova fonte de custo. E há a inovação em medicina. Os imunobiológicos são muito caros, mas a gente tem que fornecer para o nosso paciente. Como lidar com o aumento da judicialização da saúde? Esse é um problema na área de saúde em especial, mas, no País como um todo, ela está muito presente. Quando você faz um plano de saúde, por exemplo, compra um produto. Assina aquele contrato e ele está regendo todas as cláusulas que pode utilizar. Hoje, muitas vezes, foge desse contrato o que o paciente quer. E aí vem a judicialização. Isso gera um problema no relacionamento da operadora com o paciente. O que temos feito é uma análise crítica dessas solicitações. Muitas vezes, o erro está em nós, devemos reconhecer isso. E isso tem que ajudar a corrigir rota, ou seja, usar todos esses processos que nos chegam e verificar que muitos deles, apesar de estarem fora do contrato, são uma necessidade que o paciente terá — ele e os próximos. O diálogo tem que prevalecer. Uma mensagem para os médicos cooperados: por que o senhor deseja seguir como presidente? A Unimed, hoje, além de uma cooperativa, é uma operadora de plano de saúde. Essa sucessão deve ser programada. Nessa nova chapa, estamos renovando em dois trechos, justamente. Eu continuo na cabeça, ainda, mas a renovação está ocorrendo. E o objetivo é este: trazer pessoas que já convivem com isto, porque tem mais chance de que a coisa dê certo. E eu me sinto ainda à vontade para exercer mais quatro anos, do ponto de vista de relacionamento com os colegas, de conhecimento dessa região e integração com o sistema Unimed.