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Quarta-feira

27 de Maio de 2020

Classe política da Baixada Santista cobra explicações da Petrobras

Prefeito de Santos e presidente do Condesb, Paulo Alexandre Barbosa afirmou que vai solicitar esclarecimentos à empresa sobre seus planos para a região

A informação divulgada na edição desta sexta-feira (22) de A Tribuna sobre a transferência de 937 petroleiros ligados à Unidade de Negócio da Bacia de Santos da Petrobras e o possível esvaziamento das atividades da empresa n Baixada Santista e no Estado gerou repercussão.

No início da manhã de sexta, a deputada federal Rosana Valle (PSB) se manifestou sobre o tema e informou que enviou ofícios ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para evitar o fechamento de postos de trabalho. “A empresa sinaliza que pretende abandonar suas atividades em São Paulo, causando mais desemprego na Baixada, fim de investimentos importantes e queda das receitas municipais e estaduais”, alertou.

A parlamentar citou ainda que uma eventual desativação do edifício administrativo da estatal, no bairro do Valongo, em Santos, impactará o comércio, prestadores de serviço e o projeto de revitalização do Centro da Cidade. 

O deputado federal Júnior Bozzella (PSL) disse que o eventual encerramento das atividades da Petrobras em Santos representará um duro castigo à região e causará uma importante perda de arrecadação.

“Estamos falando de muitos trabalhadores e de uma estrutura que movimentava milhares de outras vagas indiretas de emprego. Estou à disposição do Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista) e dos prefeitos da região para encontramos juntos um caminho para minimizar os prejuízos e os impactos econômicos que esse cenário trará para a Cidade e à população”, explicou.

O prefeito de Santos e presidente do Condesb, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), afirmou que vai solicitar esclarecimentos oficialmente à empresa sobre os seus planos para a região. “Não é aceitável mudanças abruptas, que impactam no cotidiano das cidades a todo momento, sem um planejamento adequado de todos os atores e sem diálogo”, justificou.

“Queremos ter detalhes dos planos da empresa para curto e médio prazo para a Cidade e à Baixada Santista, como em Itanhaém, que sentiu os reflexos da retirada da plataforma de embarque de equipamentos e pessoas, que acontecia a partir no aeroporto local”, afirmou.

Barbosa citou ainda que, desde a chegada da Petrobras à Cidade, foi mantido um diálogo franco para ampliar as atividades e garantir a geração de emprego e investimentos na região. 

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