A ventania de quarta-feira (29) na Baixada Santista deixou rastros: uma morte, 82 árvores derrubadas, destelhamentos, queda de postes, danos em imóveis e interrupções no fornecimento de energia elétrica para 50 mil pessoas. Nesta quinta-feira (30), prefeituras reparavam os estragos causados pelas rajadas de vento, que chegaram a 111 km/h em Itanhaém, segundo a Defesa Civil Estadual. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o meteorologista Márcio Bueno, da Tempo OK, a ventania foi provocada pela aproximação de uma frente fria sobre uma região ainda sob influência de ar muito quente e seco. Ele afirma que esse tipo de fenômeno é incomum no inverno e que, apesar da influência indireta do El Niño no aquecimento do Sudeste, a tendência é de enfraquecimento dos ventos, com previsão de melhora no tempo a partir desta sexta-feira (31). O Governo Estadual manteve, nesta quinta-feira (30), o Gabinete de Crise para monitorar a situação e coordenar o atendimento aos municípios afetados. Uma força-tarefa da Defesa Civil percorre cidades da região para prestar apoio às áreas mais atingidas. A Defesa Civil orienta que a população continue acompanhando os alertas oficiais, evite áreas de risco e não entre no mar enquanto persistirem as condições de instabilidade. R. Visconde de Cayru, no Campo Grande, em Santos: trecho isolado (Sílvio Luiz/AT) Balanço Em Santos, a Defesa Civil registrou cerca de 60 ocorrências, entre quedas de árvores, galhos, postes e destelhamentos. Foram 24 quedas totais ou parciais de árvores. Sete pessoas deram entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central. Em Cubatão, a Defesa Civil registrou mais de 20 quedas de árvores. Na Avenida Tancredo Neves, na Vila São José, 11 árvores de grande porte interditaram totalmente a via, que permaneceu bloqueada enquanto equipes retiravam a vegetação e a fiação elétrica. Também houve danos em escolas, unidades públicas e cortes no fornecimento de energia. Guarujá teve 13 quedas de árvores e destelhamento de quadras esportivas em escolas, mas as aulas foram mantidas. Em São Vicente, a Defesa Civil atendeu 12 ocorrências de queda de árvores, mais a de um semáforo no Gonzaguinha. Dez cruzamentos tiveram semáforos afetados pela falta de energia. Em Peruíbe, cerca de 30 prédios municipais foram afetados. Entre eles, 15 escolas com registros de destelhamentos, queda de dez árvores, fios caídos e danos em muros de casas. Em Praia Grande, a Defesa Civil informou que não foi acionada. Bertioga teve três árvores e um poste metálico caídos. Em Itanhaém e Mongaguá, que não deram números, houve quedas de árvores e postes, destelhamentos, danos em fachadas, vidros e equipamentos públicos. Na manhã desta quinta-feira (30), a Neoenergia Elektro informou que 99% dos 449,3 mil clientes atendidos haviam sido tiveram o fornecimento de energia normalizado. A CPFL Piratininga também informou 99% de restabelecimento. Av. Pinheiro Machado, perto da linha do VLT, no Marapé: outra queda (Sílvio Luiz/AT)