[[legacy_image_226222]] O verão se aproxima e, com ele, a temporada de chuvas. Na tentativa de evitar desastres, está em vigor, a partir de hoje e até 30 de abril, o Plano Preventivo da Defesa Civil (PPDC) em Santos. Em outras cidades, a iniciativa acaba no fim de março. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O coordenador da Defesa Civil santista, Daniel Onias, antecipa que o próximo verão deve ser semelhante ao anterior, com possibilidade de temporais. Em novembro, o índice pluviométrico, em torno de 450 milímetros (mm), foi o dobro da média histórica para o mês (aproximadamente 200 mm). “Ele (o plano de contingência de Santos) está alinhado com a operação da Defesa Civil Estadual chamada Chuvas de Verão. Está baseado em acompanhamento pluviométrico mais criterioso, de três em três horas, registrando o acumulado de chuva”, afirma. O coordenador comenta que vistorias preventivas serão intensificadas “para que se aja antecipadamente, antes que as pessoas sejam atingidas e aconteçam acidentes por deslizamento ou escorregamento”. “Este verão terá influência do fenômeno (meteoro-lógico) La Niña até a metade de fevereiro. Em alguns períodos, será muito comum a presença de frente fria e chuva. Haverá momentos em que não choverá e, depois, virá muita chuva em alguns dias, o suficiente para causar problemas”, alerta. O profissional informa que a previsão é de que dezembro seja chuvoso e assim permaneça até fevereiro. “Este verão ele vai ser um pouco mais frio e mais chuvoso. Será marcado justamente por essa irregularidade, como a gente está tendo agora”, compara. ConscientizaçãoOutra cidade da região bastante afetada pela chuva é Cubatão, onde costuma haver aumento do nível de rios e alagamentos. A Coordenadora da Defesa Civil Municipal, Cristina Candido, explica que o PPDC local “é específico para área de encosta habitada e pode ser prorrogado, caso os índices pluviométricos indiquem necessidade”. Além do PPDC, Cubatão dispõe de um plano de contingência da Serra do Mar, específico para as encostas em morros no Polo Industrial. “São dois planos que a gente operacionaliza no período chuvoso”. “Normalmente, antes do período chuvoso, a gente já tem um contato com a comunidade e realiza treinamentos, reuniões e palestras, inclusive nas escolas, falando sobre os riscos de deslizamento, inundação e alagamento”, informa Cristina. Em Guarujá, que também tem histórico de problemas decorrentes da chuva, o geólogo da Defesa Civil local Carlos Adolfo diz que é necessário a população atentar aos sinais. Em caso de risco, deve ligar para 199. Esse número da Defesa Civil é válido para qualquer cidade. “Ao longo do ano, a gente faz uma orientação à população. De março até novembro, a gente atua nessas comunidades para passar informações e orientar a não realizar construções ou reformas nessas áreas sem acompanhamento técnico”. SinaisEntre os sinais de risco de escorregamentos em áreas de risco estão a inclinação de postes ou de árvores, a intensidade da chuva em escadarias ou no sistema de drenagem, a aparição de trincas ou rachaduras em imóveis e mudanças na cor da água, coma presença de barro ou lama.Esses são indicativos de erosão do solo. Em casos do tipo, deve-se contatar a Defesa Civil imediatamente, pelo telefone 199, e pedir vistoria do local. Os interessados em receber alertas da Defesa Civil Estadual por SMS sobre a previsão do tempo devem enviar mensagem para o número 40199, informando o CEP de sua rua.