[[legacy_image_212550]] A Baixada Santista gerou saldo positivo de 1.964 empregos com carteira assinada em agosto, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O número equivale a quase cinco vezes o resultado do mês anterior (julho), quando foram registrados 407 postos. Os 1.964 empregos gerados são resultado de 13.103 admissões e 11.139 demissões na região. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Santos desponta nos números, com saldo positivo de 729 empregos. A alta foi puxada pelo setor de serviços, que gerou 505 postos. Neste grupo, o setor que mais gerou vagas foi o da administração pública, com destaque para a Educação Infantil: foram gerados 31 empregos em pré-escolas e 18 em creches. O comércio foi o segundo grupo que mais gerou empregos. O destaque ficou para o setor de comércio varejista, que registrou saldo de 110 novos vagas. Todos os outros setores – agropecuária, construção e indústria – tiveram saldo positivo em Santos. Mais cidadesPraia Grande foi a segunda cidade da região com maior saldo de empregos: 432. O destaque foi o comércio, com 222 postos – a ampla maioria foi no segmento varejista, com 210, dos quais 124 são de supermercados e hipermercados. O setor de serviços teve saldo de 118 empregos e a construção, 104. Entretanto, houve déficit (mais demissões que admissões) em Praia Grande na agropecuária (-3) e indústria (-9). A cidade com menor saldo de empregos foi São Vicente: 38. O setor de serviços e o comércio geraram 37 e 28 vagas respectivamente. A construção e a indústria registraram déficit (-17 e -10 cada). Empregos no estadoEm todo o Estado houve 638.513 admissões e 563.540 demissões, com saldo de 74.973 empregos. Por setores, a maior geração foi dos serviços, com 41.088. O comércio vem em seguida, com 14.572. A maior variação mensal foi no setor da construção, com alta de 1.15% em relação a julho. O setor teve 7.809 empregos gerados. Para o economista Denis Castro, fatores como o arrefecimento da pandemia com a vacinação e demanda reprimida nos serviços explicam a melhora no emprego. “Os serviços foram os principais afetados pelo isolamento social e restrições impostas pela crise sanitária”, diz. Ele ressalta, no entanto, que há outras explicações. “Outro fator é a mudança da metodologia do Caged e a flexibilização trazida pela reforma trabalhista, que de um lado tornou o emprego mais precário, mas por outro tornou mais barato contratar e remunerar”. O novo Caged inclui, além de pesquisa realizada mensalmente com os empregadores, dados do eSocial e do empregadorWeb, com informações do seguro-desemprego. Nessa nova conta, entram também os trabalhadores temporários, cujo volume de movimentações é medido pelo eSocial. Especialistas criticam essa mudança, já que ela também dificulta a informação sobre demissões. Criação de vaga está menorNo comparativo de janeiro a agosto com o mesmo período do ano passado, houve uma queda de 31% no saldo de empregos formais na Baixada Santista, já considerando a nova metodologia do Caged. Neste ano o saldo na região foi de 8.518 empregos, enquanto que no acumulado do ano passado esse número foi de 12.456. Santos foi a cidade com maior saldo, assim como no ano passado. Neste ano, são 5.137 empregos formais. Bertioga é que perdeu mais. No ano passado, o saldo era negativo com seis vagas. Neste ano, o número foi negativo em 308. Diferentemente do ano passado, quando Praia Grande puxou o segundo maior saldo, este ano foi Cubatão que despontou – foram 1.430 vagas, frente a 985 no ano passado. “O número de desempregados ainda é alto e demanda implementação de políticas adequadas pelos governos, seja baixando a taxa básica de juros, o que vai aumentar o poder de compra da população e consequentemente a atividade econômica e emprego, seja por políticas para qualificação da mão de obra da população”, afirma o economista Denis Castro.