[[legacy_image_23885]] Equipes das prefeituras da região estão percorrendo bairros das nove cidades para a quarta fase da pesquisa Epidemiologia da covid-19 na Região Metropolitana da Baixada Santista (Epicobs), que está mapeando a disseminação da doença. Os trabalhos começaram nesta quarta-feira (17) e a previsão é que sejam concluídos até sexta (19). Identificados e com equipamentos de proteção, os pesquisadores vão às casas dos voluntários, selecionados de forma aleatória, por sistema computadorizado. O sistema indica o sexo e a faixa etária da pessoa que deve ser buscada em uma determinada localidade do Município. Nas quatro etapas do projeto, terão sido realizados 10 mil testes rápidos. “Essa fase é muito importante, pois ela vai dar a dimensão do avanço que tivemos nos últimos 15 dias. Entre a primeira e a segunda fase, tivemos um avanço de 60% dos casos, passando de 1,4% para 2,2% da população contaminada; da segunda para a terceira, teve um avanço de 75%, passando de 2,2% para 3,8%”, afirma Rogério Santos, coordenador da pesquisa em Santos, que explica ainda que com a nova fase será possível avaliar se a região já atingiu o pico de contaminação e se há desaceleração do contágio. Vários bairros Em São Vicente, ontem, o trabalho ocorreu em bairros da Área Continental, no Japuí e perto do Morro dos Barbosas. Hoje, os pesquisadores devem percorrer a área insular da Cidade. “O que o estudo está dizendo: nos municípios, para cada caso positivo, temos entre 12 e 33 pessoas que tiveram a covid e não sabem. A subnotificação é enorme, muito maior que dengue, porque o protocolo do Ministério (da Saúde) é de que, se você tem o sintoma e é leve, fique em casa. Essas pessoas não entraram na estatísitca. A gente não sabe quem teve ou não, mas precisa saber”, pondera o coordenador da pesquisa em São Vicente, Fabio Lopes. Os resultados devem ser divulgados na próxima segunda-feira. Prorrogação O estudo desenvolvido pelos médicos infectologistas Marcos Caseiro e Evaldo Stanislau teve adesão de todas as prefeituras e contou com recursos do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb). A previsão é de que o projeto seja concluído agora, mas a Prefeitura de Santos já anunciou que pretende prorrogar os testes na Cidade por tempo indeterminado, para acompanhar a evolução dos casos. O assunto deve ser tratado na próxima reunião do Condesb para se verificar se os outros municípios também pretendem dar seguimento à pesquisa.