[[legacy_image_115609]] Os secretários das áreas da Assistência e Desenvolvimento Social das cidades da Baixada Santista acreditam que a criação do Auxílio Brasil, o programa de transferência de renda que substituirá o Bolsa Família, provocará uma corrida aos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) nas próximas semanas. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! As dúvidas e a falta de clareza sobre os critérios para os cidadãos terem acesso a esse novo benefício e a necessidade de inscrição ou atualização no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) — que é feita nos Cras — para os trabalhadores informais de baixa renda devem ampliar significativamente a demanda nessas unidades. Apesar dessa possível dificuldade para atender adequadamente a população, os representantes das prefeituras acreditam que a novidade é positiva diante da grande quantidade de cidadãos na miséria e que a distribuição de mais recursos ajudará a movimentar a economia local. Atualmente, 194.421 pessoas da região recebem Bolsa Família, o que representa pouco mais de 10% da população da Baixada Santista (1.897.551, segundo estimativa divulgada, em agosto, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, o IBGE). Conforme o Ministério da Cidadania, a cidade local com a maior proporção de habitantes beneficiados pelo Bolsa Família é Itanhaém: de cada quatro moradores, um recebe recursos desse programa social. O secretário de Assistência e Desenvolvimento Social itanhaense, Hugo Di Lallo, disse que o município tem mais de 12 mil famílias em situação de extrema pobreza, ou seja, com renda per capita de até R\$ 89,00. Porém, apenas 8.667 tem acesso ao Bolsa Família. “Temos um grande número de famílias com perfil de renda para serem incluídas no programa. Estamos nos preparando para essa demanda. Se todas procurarem ao mesmo tempo, vamos ter problemas, porque não temos cadastradores suficientes para receber todos em um curto período de tempo”, afirmou. Segundo o titular da pasta de Assistência Social de Cubatão, Sebastião Ribeiro do Nascimento, o Zumbi, o Bolsa Família dá condição de vida melhor aos cidadãos, busca reduzir a vulnerabilidade social e representa ferramenta de combate direto à pobreza. “Muitas pessoas não serão atendidas pelo Auxílio Brasil, e imagino que muitas irão até os Cras. Com certeza, vamos ter uma procura grande de pessoas que não estão no CadÚnico e irão até essas unidades para fazer o cadastro para receber o novo benefício.” Para o secretário de Assistência Social de São Vicente, Leandro Valença, ainda há muitas dúvidas sobre como será o programa. Por isso, está sendo preparada a ampliação das equipes de técnicos e de cadastradores nos Cras. “Vamos inaugurar um Cras volante para atender a região rural da Cidade e o Bairro do Japuí. Com essa nova estrutura, vamos conseguir dar um reforço no atendimento nos locais sobrecarregados.” O secretário de Desenvolvimento Social de Santos, Carlos Alberto Ferreira Mota, explicou que não há prazo fixado por lei ou portaria para que se receba verba do programa após cadastro no Cras. A seleção e o pagamento cabem ao Governo Federal. “É importante a qualificação dos servidores no preenchimento das informações e o treinamento contínuo deles. A recomendação é que a análise desses dados seja feita de forma rápida.”