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Sexta-feira

7 de Agosto de 2020

Ciclone-bomba provoca ventos de até 96 km/h e afunda 9 barcos em Peruíbe

Maré alta e queda de árvores também foram registradas nas cidades da Baixada Santista. Previsão é que mar continue agitado até a noite de quinta-feira (2)

A passagem de um ciclone extratropical intenso, vindo da região Sul do País, deixou um rastro de destruição pelas cidades da Baixada Santista. Conhecido como ‘ciclone -bomba', o fenômeno fez com que as rajadas de vento chegassem a 96 km/h, por volta das 21h15, informa a Defesa Civil de Santos. E o vendaval provocou prejuízo aos pescadores de Peruíbe, com o afundamento de nove embarcações (duas lanchas e sete barcos), na noite de terça-feira (30). Nas demais cidades, houve o registro de queda de árvores e alagamentos nas vias próximas à orla.

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Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM) de Peruíbe, uma forte onda arrebentou as cordas que prendiam as embarcações ao píer, no Rio Preto. A força das águas fez com que os barcos se chocassem um contra o outro e afundassem. Equipes da corporação e da administração municipal auxiliam os pescadores, que se tentaram segurar as embarcações, mas sem sucesso.

Pescadores organizaram mutirão para localizar embarcações (Foto: Vanessa Medeiros/TV Tribuna)

O incidente ocorreu às 20h, no píer ao lado do Mercado de Peixe Municipal, no Centro. Ainda segundo a GCM, ninguém ficou ferido. Na manhã desta quarta-feira (1º), os pescadores organizaram um mutirão para tentar localizar embarcações que ficaram à deriva. 

Em Santos, o vendaval provocou um curto circuito na fiação da torre de iluminação da praia, ao lado da Concha Acústica (Canal 3). O local já foi isolado. A Defesa Civil registrou a queda de duas árvores na região insular, localizadas na Rua Heitor Vila Lobos com o Canal 7 e na Avenida Vicente de Carvalho. Também ocorreram quedas de árvores na Área Continental (Caruara e Monte Cabrão), atingindo fiação elétrica. 

Conforme o órgão santista, a previsão é que o mar continue agitado nesta quarta-feira (1º), com ondas podendo atingir até três metros. Com isso, é esperado que a água invada calçadão, como ocorreu na noite de terça-feira nas cidades do Litoral Sul. 

Segundo a Defesa Civil de Guarujá, a máxima dos ventos na Cidade foi de 90,1 km/h. O órgão registrou quatro ocorrências de queda de árvores nos bairros Santo Antônio, Morrinhos e Vila Lígia. Itanhaém e São Vicente informam não terem ocorrências relacionadas ao vento nas cidades.

 

Em Praia Grande, a Secretaria de Serviços Urbanos registrou 10 casos de queda de árvores pela passagem do ciclone. Equipes da pastas realizaram atendimento das ocorrência, que não provocou danos estruturais graves. Alguns semáforos registraram problemas temporários, mas na manhã de quarta-feira as situações foram normalizadas pela Secretaria de Trânsito.

A Defesa Civil de Praia Grande informa não ter recebido chamada de ocorrência grave, mas que monitora os atendimentos no Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe). Itanhaém teve registro de avanço da água no mar sobre o calçadão. Contudo, a Defesa Civil diz que não não  houve incidentes em decorrência da forte ventania.

Já em Mongaguá, as rajadas de ventos chegaram a 90 km/h, entre 30 de junho e 1º de julho. Ao menos sete árvores caíram, que já foram devidamente removidas. Não há registros de acidentes. 

O fenômeno

A ventania na noite de terça (30) e madrugada de quarta-feira (1º) foi provocada pela passagem de ciclone extratropical intenso, também conhecido como "ciclone-bomba". O fenômeno acontece quando há queda de pressão atmosférica em uma velocidade rápida.  

A Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha e DeEfesa Civil do Estado emitiram alerta na manhã de terça-feira (30) de que o sistema frontal que se formou sobre o litoral sul do País poderia causar ventos de até 74 km/h na faixa litorânea de São Paulo na noite de terça. Na madrugada, os ventos na região poderiam ultrapassar a 88 km/h.  

Ainda conforme o órgão da Marinha, da manhã desta quarta (1º) até a noite de quinta-feira (2), o fenômeno provocará agitação marítima com ondas, em alto-mar, de direção Sudoeste a Sudeste, entre 3,0 e 4,5 metros de altura, entre os estados de Santa Catarina, ao norte de Florianópolis, e do Rio de Janeiro, ao sul de Arraial do Cabo. 

Árvore caiu na rua Heitor Vila Lobos com Canal 7, em Santos (Foto: Divulgação/PMS)

 

 

 

 

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