[[legacy_image_198873]] Quedas de árvores, de postes e de telhas marcaram a passagem do ciclone extratropical pelo litoral de São Paulo nesta quarta (10) e quinta-feira (11). Todas as cidades da Baixada Santista registraram ocorrências em virtude das rajadas de vento, que em Santos atingiu a maior velocidade do Estado, com 78 km/h, segundo a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em Santos, cenas de destruição foram registradas em diversos pontos. Segundo a Administração Municipal, houve quedas de revestimento de um prédio e de um muro na madrugada desta quinta-feira (11). A primeira ocorrência aconteceu na Rua Heitor Vila Lobos, na Ponta da Praia, e Avenida Francisco Glicério, no Gonzaga. No entanto, ninguém ficou ferido e os locais foram avaliados por técnicos da Defesa Civil de Santos. Ainda segundo a Prefeitura de Santos, desde o início da passagem do ciclone extratropical pela região na quarta-feira (10), foram registradas 15 quedas de árvores, além de galhos, placas e destelhamentos. No entanto, nenhum caso teve vítimas. A Administração Municipal ainda afirmou que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos precisou bloquear algumas vias e a Secretaria de Serviços Públicos (Seserp) está com as equipes nas ruas efetuando a limpeza das áreas afetadas. A previsão é que a execução total do serviço seja concluída em dez dias. [[legacy_image_198874]] Diferente do que diz a Defesa Civil Estadual, a Prefeitura enfatiza que o pico das rajadas de vento na cidade aconteceu por volta das 18h30 de quarta-feira, quando a estação da Praticagem registrou a velocidade de aproximadamente 103 km/h. Além disso, a maré atingiu 1,65 às 3h20 e as ondas chegaram a 1,99m até o início da tarde desta quinta. De acordo com a Prefeitura de Guarujá, a velocidade máxima de ventos na cidade foi registrada às 20h41 de quarta, quando a ventania chegou a 85,4 km/h. A Defesa Civil do município atendeu 11 quedas de árvores e três de placas de sinalização. Não houve feridos nas ocorrências. No entanto, o órgão também prestou apoio em um incêndio no bairro Cantagalo, que não teve famílias desabrigadas. Em nota, a Neoenergia Elektro informou que das cidades atendidas pela empresa na Baixada Santista, Guarujá foi o município com o maior número de ocorrências. A interrupção no fornecimento de energia foi provocada por queda de árvores e vegetação sobre a rede elétrica. Desta forma, o número de equipes da concessionária foi intensificado e os funcionários atuam nos pontos afetados pelo ciclone. Praia Grande informou que algumas árvores caíram nos bairros Caiçara, Solemar e Forte, assim como houve registro de quedas de telhas de imóveis. Os casos não registraram vítimas e, segundo a Administração Municipal, “as providências já estão sendo tomadas pelas secretarias responsáveis”. Além disso, a Prefeitura afirmou que a Defesa Civil de Praia Grande acompanha a incidência de ocorrências e pede que a população entre em contato caso note algum problema por meio dos telefones 199 e 153. Em São Vicente, um barraco na comunidade do México 70 caiu na maré. Segundo a Administração Municipal, a irmã do morador, com seus três filhos, acolheu a família e a equipe de assistência social prestou orientação e enviará peças de roupas. As vítimas serão acompanhadas pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras). De acordo com a Secretaria de Defesa e Ordem Social (Sedos) de São Vicente, as equipes de trânsito e da Defesa Civil não atenderam nenhuma ocorrência. Para acionar o órgão, basta acioná-lo a (13) 3465-9005. Em Cubatão, houve três quedas de árvores em detrimento dos ventos fortes nesta quarta. As ocorrências foram atendidas pela Defesa Civil entre 18h30 e 22h e aconteceram nos bairros Vila Nova, Vila São José e Fabril. Em todos os locais, o Corpo de Bombeiros e a Companhia Municipal de Trânsito (CMT) foram acionados para isolar a área. Na Vila São José, a árvore danificou a rede elétrica e foi necessário acionar a concessionária de energia para desenergizar os fios e evitar possíveis riscos aos moradores. Não houve vítimas. Bertioga informou que houve cerca de dez para quedas de árvores, além de diversos para queda de fios energizados e uma de parede. Não houve vítimas, apenas danos materiais. A Defesa Civil da cidade segue atuando para averiguar as ocorrências e dar suporte em vistorias das edificações. Segundo o órgão, o vento chegou a atingir 110 km/h. Porém, o município não possui desabrigados ou desalojados. Equipes da Secretaria de Serviços Urbanos estão trabalhando na limpeza dos locais atingidos. [[legacy_image_198875]] Em Peruíbe, quatro árvores caíram. Uma delas tombou em cima de um muro e pegou em um poste que estava quase caindo na rua Rodrigo Fumagalli, no Jardim dos Prados. O caso precisou de auxílio da empresa de distribuição de energia elétrica e Defesa Civil. Em Mongaguá, houve 16 quedas de árvores, além de danos em fachadas e telhados de comércios e bancos. Desta forma, a Prefeitura está trabalhando para atender todos os chamados. Segundo a Administração Municipal, as rajadas de vento chegaram a aproximadamente 80km/h na cidade. A Defesa Civil de Itanhaém informou que seis árvores caíram no município, mas não houve maiores prejuízos em seu entorno. Além disso, a cidade não registrou desabrigados em decorrência dos fortes ventos ou da chuva.