Postos de saúde na Baixada Santista têm vacinas contra gripe para todas as pessoas a partir de 6 meses (Alexsander Ferraz/AT) No outono, com a queda da temperatura, aumentam os casos de doenças respiratórias. Entre eles, estão os provocados pelo vírus Influenza A H1N1, subtipo da gripe que, embora não esteja em alta nos registros oficiais, exige atenção, principalmente entre os grupos de risco. Na região, as prefeituras indicam número baixo de ocorrências causadas pelo vírus. A gripe, por não ser de notificação obrigatória, só aparece nas estatísticas em casos de síndrome respiratória grave. Em Santos, neste ano, houve 31 internações por vírus Influenza. A cidade não realiza o sequenciamento genético para identificar o subtipo do vírus. Em Bertioga, registraram-se quatro casos de H1N1 neste ano: dois em março e dois em abril. Peruíbe relatou três diagnósticos e Guarujá informou um caso confirmado de H1N1, identificado pelo Instituto Adolfo Lutz. Em São Vicente, não houve casos de H1N1 neste ano. As prefeituras de Cubatão, Praia Grande, Mongaguá e Itanhaém não responderam até o fechamento desta edição. Condições O médico infectologista Leonardo Weissmann afirma que o H1N1 pode causar quadros tão graves quanto qualquer outro subtipo do vírus da gripe. A gravidade depende das características da pessoa infectada. “Grupos de risco, como idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas, estão mais propensos a desenvolver formas graves de gripe, independentemente do subtipo viral”, explica. Weissmann esclarece que o vírus H1N1 se diferencia geneticamente de outros subtipos, como o H3N2, mas os sintomas são semelhantes: febre, dor no corpo, tosse, dor de garganta e cansaço. “No entanto, algumas cepas do H1N1 foram associadas a quadros respiratórios mais graves, especialmente em surtos passados”, lembra o especialista. Como o comportamento do vírus muda a cada ano, ele ressalta a importância do acompanhamento pela vigilância epidemiológica. Mais higiene, menos aglomerações O infectologista Roberto Focaccia destaca que tanto o H1N1 quanto o vírus H3N2 se disseminam com facilidade. “Atualmente, estamos passando por uma pandemia de H1N1, que ocorre mais no outono. Em consequência, as pessoas de alto risco devem ficar atentas, evitando aglomerações e lavando sempre as mãos, porque acabam levando ao rosto e permitindo que os vírus penetrem pelas vias respiratórias”. Focaccia reforça que a vacinação contra a gripe oferece em torno de 80% de proteção contra a infecção. “Mas o mais importante é que, apesar de não impedir totalmente a infecção, ela protege contra formas clínicas graves letais”. O imunizante é recomendado para todas as pessoas acima de 6 meses de idade.