[[legacy_image_223999]] Com o verão se aproximando, chega o período das chuvas. Com elas, alagamentos e acúmulo de água em calhas, vasos e superfícies. Isso eleva o risco da proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A prevenção das doenças depende da eliminação de potenciais focos do inseto. Afinal, não há vacina contra a dengue, cujo vírus tem quatro sorotipos — situação que consiste no maior desafio para o desenvolvimento de um imunizante,na opinião do infectologista Roberto Foccacia. Há uma vacina francesa licenciada, mas só pode ser aplicada em quem nunca foi contaminado pelo vírus. “Para aplicar, é necessário saber se tem anticorpos e, nesse caso, pode causar problemas sérios. É uma vacina atenuada. Outras estão ainda em estudos”, afirma o infectologista. “Como a dengue costuma ocorrer em áreas mais pobres do mundo, a indústria farmacêutica não investe tanto como nas doenças que atingem países que podem comprar vacinas. Veja o caso da malária, que mata milhões de pessoas, ou da Doença de Chagas. É questão de investimento. Quanto mais se estuda e se investe, mais rápido surgem as vacinas, como no caso da covid-19”, diz. Entre 1920 e 1980, a dengue desapareceu do Brasil, por causa do combate intenso ao mosquito transmissor. Segundo o infectologista, o descuido trouxe o Aedes aegypti de volta. “Nos períodos em que se combate o mosquito, ocorrem surtos pequenos. Este ano está sendo o da pior epidemia conhecida, com mais de 1,3 milhão de casos e quase 950 óbitos. O combate é complicado, porque exige controle em cada casa e orientação educacional da população”, comenta. NA REGIÃO Na Baixada Santista, ao contrário, as infecções por dengue nas cidades que enviaram dados à Reportagem ontem diminuíram 87,6% neste ano, de 4.359 para 541. Santos, com os maiores números, registrou 228 casos de dengue e 222 de chikungunya. São Vicente confirmou 136 casos de dengue. Cubatão registrou 74 de dengue e 16 de chikungunya. Em Guarujá, foram 63 infectados por dengue. Praia Grande teve a maior queda de casos de dengue na região: foram 24 neste ano, com 99% de redução perante o ano passado. Mongaguá, com 16, foi a cidade que menos registrou a doença até agora. Também houve um caso de chikungunya. Até o fechamento desta Reportagem, Bertioga, Itanhaém, São Vicente e Peruíbe não forneceram dados completos dos casos das doenças registrados nos municípios. Na Baixada Santista, o zika vírus é quase nulo. Em Santos, por exemplo, o último registro foi em 2019.