Baixada Santista registrou 20 casos de coqueluche em 2024 (Imagem ilustrativa/Unsplash) Os casos de coqueluche no litoral de São Paulo fecharam o ano de 2024 com o maior índice dos últimos dez anos, segundo dados do Ministério da Saúde. O número cresceu de zero para 20. Apesar da infecção respiratória ser mortal, não houve registro de mortes na Baixada Santista no ano passado. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Desde 2014, o índice não atingia este patamar. Por três anos, de 2020 a 2023, a doença não foi detectada na Baixada Santista. Não há morte por coqueluche no litoral desde 2017. São Vicente e Santos, com cinco casos, foram as cidades da região com maior número de registros da doença em 2024. Guarujá (4), Praia Grande (3) e Peruíbe (3) figuram o restante da lista. Bertioga, Cubatão, Itanhaém e Mongaguá não tiveram casos confirmados no ano passado. Leonardo Weissmann, médico infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Hospital Regional de Itanhaém e professor de medicina, enfatizou que, nos últimos anos, houve uma redução na cobertura vacinal, o que deixou muitas crianças e adultos vulneráveis. “Além disso, a proteção da vacina diminui com o tempo, sendo necessário reforços. A circulação da Bordetella pertussis (coqueluche) aumentou, levando a surtos da doença. Por isso, é fundamental que as vacinas sejam mantidas em dia, especialmente para gestantes e crianças pequenas”, ressalta. Weissmann destaca que a principal forma de prevenção é a vacinação, tanto em crianças quanto em gestantes. Também recomenda que a população evite contato com pessoas doentes, especialmente bebês pequenos; higienize as mãos com frequência; em caso de tosse persistente, procure um médico para diagnóstico precoce e evitar transmissão. Em bebês, as complicações podem ser graves, incluindo pneumonia, convulsões, parada respiratória e até morte. O médico reforça que, em crianças maiores e adultos, a tosse intensa pode causar fraturas de costelas, vômitos frequentes e até desmaios. Idosos e pessoas com doenças crônicas também podem ter complicações pulmonares severas. Evaldo Stanislau, infectologista e professor de Medicina da São Judas, explicou que o principal sintoma da infecção é uma tosse persistente, contínua e que pode causar um chiado, como se fosse um barulho muito agudo e semelhante com uma falta de ar. “O coqueluche é transmitido por via aérea, é altamente transmissível. O homem é o único reservatório e ela se transmite então de pessoa a pessoa com muita facilidade. Os grupos mais comumente acometidos são as crianças, profissionais de saúde podem ser expostos também e idosos”, informa.