Os dois foram presos preventivamente após uma operação policial (Reprodução e Divulgação/ Polícia Civil) Um casal, com os dois acusados de serem agiotas, foi preso preventivamente na tarde de quarta-feira (9) por tentar matar e extorquir um comerciante em Mongaguá, no litoral de São Paulo. Uma operação foi realizada para a prisão do homem, de 49 anos, e da mulher, de 43, além de se cumprir um mandado de busca e apreensão. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Essa operação aconteceu depois do casal ser apontado como agiota e estar envolvido em uma tentativa de homicídio e extorsão de um comerciante. O homem é acusado de atirar contra o comerciante em dezembro de 2024, após uma discussão sobre o pagamento de um empréstimo. Conforme apurado por A Tribuna, o comerciante baleado foi encaminhado ao Pronto-Socorro (PS) Central e uma equipe da Polícia Militar (PM) foi chamada para averiguar a situação. A vítima estava com ferimentos na mão esquerda e na perna esquerda. Em conversa com os PMs, o comerciante disse que estava abrindo sua padaria no bairro Itaóca, quando foi surpreendido pelo homem armado. Tratava-se do agiota que lhe emprestou dinheiro. Sem dizer nada, o homem, segundo a vítima, atirou três vezes em sua direção e fugiu em um carro prata. O local foi periciado e o caso foi registrado como tentativa de homicídio e lesão corporal. Posteriormente, o comerciante relatou que a mulher do agiota passou a lhe ameaçar e intimidar fazendo a cobrança da dívida. Casal responde por crimes De acordo com a Polícia Civil, o casal responde junto a um inquérito policial. Sendo que o homem é acusado pelos crimes de homicídio tentado, usura (cobrança abusiva), extorsão e lavagem de dinheiro. Enquanto a mulher, esposa dele, é indiciada pelos mesmos crimes, exceto homicídio tentado. Com o avanço das investigações, conforme a Polícia Civil, foi representada a prisão preventiva de ambos, deferida pelo juiz, e nesta quarta (9) foram cumpridos os mandados de prisão preventiva. Dupla tentou fugir da prisão Conforme o boletim de ocorrência, os policiais realizaram diligências para encontrar a atual residência dos procurados, no bairro Jussara. Em uma delas, por volta das 12h40 de quarta (9), a equipe passou por uma casa e encontrou o carro do suspeito estacionado na garagem. Os investigadores retornaram posteriormente, dando prosseguimento à diligência. A equipe voltou por volta das 14h20, começando uma campana nas proximidades. O carro não estava mais no local; por isso, os agentes ficaram em observação por quase uma hora e meia. Quando viram o carro retornando, os investigadores foram notados pelo suspeito e o indiciado desviou do trajeto, entrando em uma rua antes da casa. Depois, continuou a fugir pela rodovia. Um reforço foi solicitado começando uma perseguição em alta velocidade e, em seguida, a equipe conseguiu parar o veículo. O casal foi abordado e capturado. Em seguida, foi ao Pronto-Socorro Vera Cruz para exame clínico, e posteriormente conduzido à delegada. Durante a fuga, foram jogados 18 pinos de cocaína pelo casal. Operação apreendeu drogas, armas e agiotas Policiais civis do 1º Distrito Policial (DP) de Mongaguá, com apoio da equipe da Delegacia Sede, realizaram a prisão, também em flagrante, do casal. Os investigadores foram até dois imóveis dos suspeitos. Na Rua Joaquim Isidoro Leite Júnior, no bairro Itaoca, foram encontrados um notebook e dois cadernos com anotações, além de 18 porções de cocaína. Enquanto na Rua Aureliano da Silva Arruda, foram apreendidos documentos, notas promissórias, folhas de cheque, uma CPU de computador, duas armas do tipo revólver calibre 32, 57 munições de calibre 9mm intactas, sete munições de calibre 32mm intactas, um estojo calibre 32mm deflagrado, duas placas de veículos e 18 porções de cocaína. Durante o cumprimento dos mandados de busca, a Polícia Civil divulgou que foram localizadas duas armas de fogo, incluindo a arma do crime de homicídio tentado, com munições de 9mm e calibre 32, resultando na prisão em flagrante. Assim como foram apreendidos materiais relacionados aos crimes de usura, extorsão e lavagem de dinheiro, como notas promissórias, folhas de cheque, cadernos com anotações de nomes e valores devidos, reforçando as provas e indícios dos crimes apurados no inquérito policial.