[[legacy_image_302760]] O Papo Tribuna também recebeu o gerente do Sebrae, Marco Aurélio Rosas, que falou sobre capacitação de profissionais e setores em alta no turismo. É preciso que as prefeituras e os empreendedores se preparem para realizar um bom serviço para quem vai descer para o Litoral no feriado. O que você diria para as prefeituras e para os empreendedores? O negócio turístico é experiência. Provavelmente, o dono do hotel não vende a cama, a televisão, o quarto confortável, mas vende a experiência da hospedagem. Todo esse arcabouço de negócios vende a experiência. A dica que eu dou neste momento é sutil, mas fundamental. Quando você estiver atendendo um cliente, pense em como ampliar a experiência positiva dele naquele destino, pois, afinal de contas, ele sempre vai querer a experiência do todo. Não adianta ele ser muito bem tratado na hospedagem e ser maltratado na barraquinha do coco. Falta gente capacitada no mercado? Sim. Às vezes, o empresário prefere pegar alguém que não tenha tanta experiência para capacitar e preparar aquela pessoa para o seu empreendimento. O que me chama a atenção é quando a gente observa essa quantidade de vagas abertas versus pessoas que estão em busca de emprego. É maior o número de pessoas que estão buscando do que a própria oferta. Hoje, especificamente, a Baixada Santista precisa passar por uma overdose de capacitação dessas pessoas, para que elas sejam absorvidas por esses serviços. A economia do turismo é muito simples. Se eu moro em São Paulo e estou descendo para Santos e gasto R\$ 100,00 em um restaurante, perceba que eu tirei R\$ 100,00 da economia paulistana e coloquei na economia santista. Se a nossa vocação é turística, temos que ter uma grande quantidade de oferta de capacitação para que a gente possa ofertar a esses empresários. E o Sebrae? Oferece cursos gratuitos para esse profissional que não está capacitado e precisa de uma vaga de emprego? A gente tem uma parceria com outros entes do Sistema S, como Senac e Senai, para que possam capacitar essas pessoas num setor de alimentação fora do lar, num setor da hospedagem, por exemplo, e de forma gratuita. Algumas prefeituras já demandam esses cursos e têm uma oferta para que essas pessoas possam se capacitar, se qualificar e aproveitar essa onda econômica da nossa região, que é turística (...) e que pode colocar um alicerce de desenvolvimento através dessa atividade. As prefeituras são as grandes parceiras para atividades turísticas. Temos vários consultores e especialistas que podem ir ao seu negócio e ajudar você a pensar de uma forma com que o turista tenha uma experiencia melhor e você alavanque o seu negócio, cresça e gere mais emprego e, principalmente, ele (o visitante) volte. Qual é o setor em que você vê mais crescimento e o que você falaria para esses empreendedores? Hoje, o setor que mais cresce em número de aberturas — inclusive, acompanhamos isso — é o que a gente chama de alimentação fora do lar. Eles são locais que oferecem uma experiência gastronômica para o turista. É o maior em número de aberturas, ele fica em primeiro lugar quando a gente fala em microempreendedor individual (MEI). A atividade de serviços, que engloba tudo isso, vem em segundo lugar quando a gente fala de rede de hospedagem. Ou seja, ela também tem crescido, mas não na mesma proporção com relação à alimentação.