No que depender da tradicional campanha de imunização contra a raiva animal, agosto pode ser o mês do cachorro louco e casos da doença, que não são registrados há muito tempo na Baixada Santista, podem voltar a ocorrer: o Ministério da Saúde não deve enviar as doses extras para a ação anual de prevenção. As prefeituras da região receberam um comunicado do Governo do Estado informando que não haverá campanha regular. A médica veterinária Fernanda Fonseca Santos, do Centro Médico Veterinário São Judas – campus Unimonte, afirma que a Baixada Santista não tem notificações de casos da doença justamente por causa das vacinas em clínicas particulares e das campanhas. “Na região, temos muitos bairros carentes e esse público é favorecido pela vacinação das prefeituras. Essa situação (de não ter casos) pode ser alterada (caso não ocorra a campanha)”. De acordo com o Ministério da Saúde, o laboratório que fornece as vacinas teve “problemas técnicos na produção”. O órgão federal diz estar empenhado em resolver a situação e afirma que “as doses serão enviadas aos estados assim que a produção for normalizada”. Porém, não dá uma data. Só municípios com confirmação de casos de raiva animal receberão doses para a realização da campanha. O Ministério garante que adquire “doses suficientes para atender a demanda mensal dos estados para vacinação de bloqueio de foco, que ocorre quando um animal é diagnosticado com raiva”.