[[legacy_image_257807]] O céu nublado da manhã deste domingo (2) ganhou a companhia, na terra, de muitas cores, em especial o azul. A fita colorida representa a luta pela causa das pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e era ostentada com orgulho por famílias, e também porque não tem ligação direta com pessoas no espectro. Ali, inclusão e informação se fundem a gritam contra o preconceito. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Dezenas de pessoas participaram da Caminhada de Conscientização sobre o Autismo, organizada pelo Grupo de Apoio às Mães de Autistas da Baixada Santista (Gama), pelas Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs) de Santos e São Vicente e pelo Grupo Inclusão para Todos. A concentração foi no Itararé, próximo à Divisa com Santos, e a chegada, no Parque Municipal Roberto Mário Santini. Passo ora lentos, ora mais rápidos, um "exército" do bem animava quem passava por perto. Um carro de som entoava músicas contra o preconceito. Um deles era Davi Emanuel Domingues de Santana, de 7 anos. Filho da dona de casa Andreia Domingues, ele "largou" o personagem Naruto por alguns instantes e acompanhou a caminhada. "Ele teve o diagnóstico fechado quando tinha cinco anos. Mas é um processo que nem sempre é fácil. Hoje, a gente faz terapia pelo convênio, e tem avanços", celebra. VisibilidadeAriane Gonçalves Calabria, presidente do Gama (Grupo de Apoio a Mães de Autistas) da Baixada Santista, estava com o filho Pedro. Mas, ali, era "mãe" de tantos outros dentro do espectro. Segundo ela, a ideia da caminhada é tentar encurtar as distâncias e tirar algumas pedras que separam os autistas de uma vida realmente inclusiva. "A sociedade precisa entender que conviver com os diferentes é importante. Cada um tem seu jeitinho. Um dá risada, outro chora de felicidade. E com o autista não é diferente. inda há muito preconceito, muitas barreiras a superar. É necessário que, cada vez mais, essas pessoas sejam incluídas de fato. Não haja olhares tortos. Ainda existem mães e pais que deixam de sair com seus filhos, outros sequer são convidados, por terem filhos autistas. Queremos que eles sejam incluídos na sociedade de maneira plena", ensina.