[[legacy_image_11595]] Aberta a contagem regressiva para a data mais esperada àqueles que não abrem mão de economia: é a Black Friday, na sexta-feira (29). O consumidor deve ficar atento para não cair em armadilha. Apenas três em cada cinco ofertas analisadas no ano passado eram confiáveis, indica um levantamento da Promobit, plataforma especializada em descontos e promoções. A análise levou em conta o histórico de preço do produto por um período de até seis meses e não apenas o desconto aplicado na promoção. De acordo com o co-fundador da plataforma, Fabio Carneiro, o acompanhamento do custo da mercadoria por um período permitiu verificar se houve ou não diminuição de preço real. Acompanhar o produto desejado por um período é uma das orientações dos órgãos de defesa do consumidor para evitar o chamado “desconto maquiado”. Isso ocorre quando o vendedor aumenta o valor do produto para depois aplicar um desconto – o chamado “metade do dobro”. “Um produto custa normalmente R\$ 1.100,00. Aí, o vendedor aumenta para R\$ 1,7 mil para no dia reduzir para mil. O cliente acha que teve R\$ 700,00 de desconto, mas na verdade foi apenas R\$ 100,00”, exemplifica a coordenadora do Procon de São Vicente, Rosely Névola Pereira. Mais esperto Carneiro explica que o consumidor está mais esperto e já faz uma triagem prévia para evitar golpes. Ainda segundo o levantamento, os smartphones responderam pela maioria das ofertas enganosas no evento do ano passado. Objeto de desejo dos consumidores, apenas 30% das promoções de celulares foram configuradas como promoções de verdade. O levantamento da Promobit indica que os notebooks e computadores também devem ser receber atenção dos consumidores. Somente 44% das ofertas ofereceram descontos. “É importante que o consumidor analise previamente a média praticada do preço do produto. Há sites, como Buscapé e Zoom que mostram a oscilação (no preço) nos últimos seis meses”, destaca o coordenador do Procon-Santos, Rafael Quaresma. Segundo a Fundação Procon-SP, ao menos uma em cada quatro queixas registradas na Black Friday do ano passado foi relacionada a descontos maquiados. Em Santos, técnicos do órgão de defesa do consumidor fizeram nos dois últimos meses um levantamento de preço nas principais lojas da Cidade. A intenção é comparar se os valores das mercadorias estarão condizentes com os descontos oferecidos na sexta. Aumento Após passar por um período de desconfiança, o evento se consolidou como uma das principais datas no varejo e comércio eletrônicos do Brasil. Este ano, deve movimentar R\$ 3,07 bilhões, de acordo com levantamento da consultoria Ebit/Nielsen. A cifra equivale a 18% a mais, se comparado com as vendas no ano passado. Faltando três dias para evento, o consumidor já é bombardeado com promoções da data importada dos Estados Unidos. Além de verificar se o volume de compras cabe no bolso, outro cuidado é evitar ser vítima de propaganda duvidosa ou comprar algo de que não precisa. Sem golpes Em meio a tantas ofertas tentadoras, é aconselhável cautela para não cair em golpes na internet. Criminosos aproveitam o fluxo de usuários na web para atrair vítimas a sites falsos, vender produtos inexistentes e roubar dados de cartão de crédito. Para evitar que os compradores sejam lesados na tradicional sexta-feira de promoções, o Procon-SP mantém uma lista de lojas virtuais suspeitas. >>Confira no site<<