[[legacy_image_194536]] A varíola dos macacos chegou à Baixada Santista. Nesta segunda-feira (25), foi confirmada a presença de dois casos na região, sendo um em Praia Grande e outro em Itanhaém. O Estado de São Paulo possui 590 notificações positivas do vírus Monkeypox. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou os dois casos na Baixada Santista. Segundo a pasta, os pacientes estão com boa evolução do quadro e são acompanhados pelas vigilâncias epidemiológicas dos respectivos municípios, com apoio do Estado. A secretaria ressalta que o vírus Monkeypox faz parte da mesma família da varíola (erradicada no mundo desde 1980). "É importante salientar que o atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos". Segundo a Prefeitura de Itanhaém, o paciente está em isolamento domiciliar e não apresenta sintomas. A Vigilância Epidemiológica do município aguarda o resultado de exames e acompanha o caso. As confirmações ocorrem após a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar estado de emergência para a varíola dos macacos, que se espalha pelo mundo. Dos 590 casos confirmados em São Paulo, 486 estão na Capital. Os principais sintomas da varíola dos macacos são a presença de diversas bolhas pelo corpo, além de febre, dores de cabeça e dores musculares. A transmissão ocorre por meio do contato entre humanos, como beijos, abraços, troca de roupas e relações sexuais. PrevençãoO Brasil articula junto à OMS a compra de vacinas contra a varíola dos macacos. Segundo o Ministério da Saúde (MS), as negociações ocorrem globalmente com a fabricante para ampliar o acesso ao imunizante por países onde há casos confirmados Não há um tratamento específico para o Monkeypox. Os quadros clínicos costumam ser leves, sendo preciso o cuidado e observação quanto às lesões na pele. Os pacientes considerados de maior risco são os portadores de HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos. A Secretaria de Saúde do Estado destaca ainda algumas medidas para evitar o Monkeypox, como: - Evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele; - Evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém com a doença; - Higienização das mãos com água e sabão e uso de álcool gel; - Não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais; - Uso de máscaras, protegendo contra gotículas e saliva, entre casos confirmados e contactantes.