[[legacy_image_79569]] Um relatório do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP), investiga indícios de fraude na licitação de aparelhos para a UTI Covid do Hospital Municipal de Bertioga. Entre os problemas, o Gaeco apontou que alguns equipamentos apresentaram dificuldades mais de uma vez e seriam sucateados, com quase 30 anos de utilização. A Prefeitura nega as falhas. As informações são dos jornalistas Luiz Linna e Rodrigo Nardelli, e foram divulgadas pela TV Tribuna. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Com autorização da Justiça, os promotores tiveram acesso a e-mails trocados pelos investigados. A partir da análise deles e do material colhido em uma operação realizada em julho de 2020, houve continuidade à investigação. Para abrir dez leitos de UTI Covid, a Prefeitura assinou contratos emergenciais. Segundo os promotores, dos dez ventiladores pulmonares fornecidos à Prefeitura, sete apresentaram problemas. Eles analisaram a troca de e-mails entre administradores da UTI e a empresa Portela Mercantil, responsável pelos aparelhos, concluindo que ela seria de fachada e os equipamentos pertenciam a outra firma, Suprimix. Em uma das mensagens, em junho do ano passado, a enfermeira responsável afirmava que não era a primeira vez que o equipamento apresenta problemas. “Um exemplo disso é o ventilador ns:554, enviado neste chamado. Ele já foi retirado para conserto duas vezes, essa já será a terceira”. Em novo chamado técnico, o ventilador mecânico ns:568 apresentou um problema, que segundo a enfermeira “chegou a desestabilizar o paciente com risco até de ter evoluído a óbito, fato relatado pelo próprio médico plantonista”. [[legacy_image_79570]] Contratos O Gaeco analisa, também, os contratos assinados com a Prefeitura. Segundo o órgão, algumas das mensagens da Portela foram enviadas ao e-mail pessoal da ex-secretária de Saúde bertioguense, Simone Papaiz, que ocupava o cargo à época. Além disso, Bertioga teria pago mais caro pelo aluguel de equipamentos na comparação com outras prefeituras paulistas. Os promotores ainda investigam a origem dos aparelhos alugados. Isso porque uma das empresas investigadas seria especializada em comprar aparelhos médicos usados e que iriam para descarte. Essa comprovação aparece numa carta de compra de equipamento hospitalar desativado. Outra mensagem mostra que o tempo de uso de um dos aparelhos é de 28 anos. Na visão deles, isso explicaria vários problemas apresentados nos ventiladores mecânicos usados na UTI Covid de Bertioga.