[[legacy_image_293074]] Familiares, amigos e pessoas que se solidarizaram com a história de uma jovem de 26 anos, que acusa o Hospital Municipal de Bertioga de negligência e violência obstétrica, após a morte do seu bebê, se reuniram em frente ao local do ocorrido para reivindicar os seus direitos, na noite desta segunda-feira (28). De acordo com a irmã da vítima, Samara Monteiro, de 28 anos, que coincidentemente é doula e ativista do parto, cerca de 50 pessoas estiveram em frente ao hospital e o tempo chuvoso não foi impedimento para um ato de solidariedade. “Tivemos muito apoio das pessoas e de mulheres de coletivos da cidade, amigos e outras vítimas que passaram por violência dentro do hospital, que se identificaram e que falaram que, de certa forma, vão se movimentar e ir atrás de seus direitos”, conta. Samara tem expectativa de que o ato faça diferença, não só em sua família, mas em todas as outras que tenham passado pelo mesmo. “A gente imagina que este não vai ser o último caso, mas acredito que este tenha sido o início de um movimento para a cidade, porque isso já vem acontecendo há um tempo. Foi o início de uma justiça que a gente espera que tenha”. Ela ainda disse à Reportagem que o hospital chamou os organizadores do manifesto para uma conversa, e que ela esteve presente. “Eles falaram que estão apurando os fatos e que o médico foi afastado. O que eles falaram em nota, nos disseram pessoalmente”. A irmã dela, a vítima Sabrina Monteiro, mãe Akin Ayo, bebê que morreu, também entrou para participar da reunião. Mas, por estar abalada, não conseguiu ficar no local. Sabrina ainda teria ficado um pouco na manifestação, onde recebeu muito apoio das pessoas que se solidarizaram com sua história. A família ficou marcada pelo encontro. “Muitas pessoas se juntaram apesar da chuva e foram com vontade, por luta e por justiça”. [[legacy_image_293075]] Entenda“A culpa foi sua, porque você não me deixou te cortar”. Conforme o relato de Sabrina Monteiro, essas foram as palavras que o médico responsável pela chegada do bebê disse à ela. Ela sentiu dores e foi para o hospital por volta das 6h30 da última sexta-feira (25) e, cerca de quatro horas depois, foi levada à sala de parto. Em entrevista para A Tribuna, uma irmã de Sabrina avalia que o hospital cometeu uma série de erros e violências. Samara Monteiro, doula e ativista do parto, afirma que o bebê estava completamente saudável de acordo com exames que Sabrina fez no dia anterior. Defende ainda, que o parto deveria ter sido uma cesárea, e não normal. Samara afirma que, depois de algum tempo, Akin nasceu e já foi levado para os procedimentos de reanimação. O pai da criança passou mal, enquanto a mãe foi conduzida a outra sala sozinha. Momentos depois, o pediatra deu a notícia de que o bebê não resistiu. O velório e o enterro do bebê ocorreram no último domingo (27), no Cemitério Municipal de Bertioga.