[[legacy_image_237353]] O caso da mulher de Praia Grande que morreu após ser atingida por um rojão na noite de Réveillon ficou martelando a cabeça do servidor público de Bertioga, Guilherme Tavernezi, de 51 anos. Ele foi atingido de raspão na perna por um artefato, que explodiu no chão. Mas a sensação de que escapou de uma tragédia o acompanha há uma semana. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "É algo que não sai da minha cabeça. Não apenas o que aconteceu comigo, mas o que poderia ter acontecido. Dei muita sorte. para mim, saiu barato", sintetiza. Ele conta que chegou à Praia da Enseada minutos antes da meia-noite, onde acompanharia a passagem de ano, mesmo sem a realização oficial de queima de fogos por parte da Prefeitura. Contudo, o alerta de Tavernezi estava "ligado", por conta da quantidade de pessoas que soltavam fogos naquele trecho da praia. "Via o pessoal soltando fogos e eu, normalmente, já não gosto muito. Não fico muito à vontade, meio tenso, porque ficam explodindo e eu com medo de que fosse cair", narra. "Estávamos mais perto da água, na faixa de areia, e já tinha notado que tinha gente soltando fogos, que explodiam no alto e desciam aquelas brasas incandescentes, caindo na areia ainda incandescente". O servidor público estava acompanhado da esposa, da filha, de um sobrinho e um amigo da filha. Passava pouco da meia noite quando ele tomou um susto: uma forte quentura nas pernas. "De repente, vejo um rojão rodando descontroladamente no chão. Minha reação foi virar, protegendo o rosto, para já sair de perto. Quando virei, o rojão disparou, atingiu minha perna. Com o calor, achei que minha bermuda tinha pegado fogo. Quando olhei o pessoal se afastando, foi coisa de um, dois segundos. Pensei até que era um buscapé. Pouco depois, houve a explosão", descreve. Tentativa de agressão Tavernezi explica que sua filha chegou a ver uma pessoa que teria soltado o artefato de forma inadequada. Na sequência, outras pessoas que estavam na praia partiram para tentar agredir o responsável pelo acidente. "Ele pedia desculpas, dizendo que foi sem querer. Eu também queria pegar ele, é meio instintivo", pondera. Em seguida, o servidor público seguiu para casa, onde deixou água corrente de uma mangueira resfriar o local queimado. Ficaram duas bolas e a sensação de que o pior poderia ter acontecido, além do pedido de maior fiscalização das autoridades durante esses eventos. "No dia seguinte, quando começou o processo de cicatrização, foi escurecendo. Mas não cheguei a ir ao hospital. Tratei só com água, sem pomada, sem nada. Na juventude, soltava bombinhas na lata, coisas de moleque. Mas nunca encostei num rojão de tiro. Sempre tive muito medo", complementa.