[[legacy_image_86739]] A chegada de águas-vivas nas praias do litoral de São Paulo têm chamado a atenção dos internautas nos últimos dias. Na última quarta (28), uma água-viva foi avistada na faixa de areia, em Peruíbe, e acendeu o alerta de moradores para as consequências que esses animais podem trazer. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O biólogo marinho Eric Cormin explica que o mar agitado e a ressaca que atingiu o litoral paulista recentemente contribuem para que esses animais apareçam e sejam trazidos para a faixa de areia. Segundo ele, quem avistar águas-vivas precisa tomar alguns cuidados. "Quando as pessoas encontram esses animais na praia, elas têm que evitar nadar onde existe uma grande concentração deles. A gente pede para que elas não toquem nesses animais. Podem aparentar que estão mortos, mas eles ainda possuem toxinas", afirma Cormin, em conversa com ATribuna.com.br. Através de tentáculos que se prendem na pele humana, as águas-vivas têm a capacidade de injetar toxinas nas pessoas, provocando dores fortes, semelhantes a queimaduras. As toxinas também podem desencadear em reações alérgicas. Para Eric, o aparecimento desses animais é preocupante para banhistas e pessoas que estejam caminhando pela faixa de areia. "Dependendo do local que a toxina pega na pessoa, e principalmente com crianças, pode ser fatal. É preocupante. Os tentáculos injetam uma toxina que pode provocar grandes irritações. É importante não mexer e não manusear esses animais", alerta. Natureza A mergulhadora Bruna Bonifácio tem percebido um aumento de aparições de águas-vivas no litoral de São Paulo nos últimos dias. Ela ressalta que elas servem como alimentos para outros animais, como espécies de tartarugas e peixes, assim como a importância de não manuseá-las. "Os banhistas precisam ter a consciência de que ali é o lugar delas, à beira-mar e dentro da água. É preciso ter essa consciência ambiental, de não mexer nos animais, de não tocá-los, mesmo por conta da curiosidade. Elas podem aparecer com maior abundância nas próximas semanas. Devido a ressaca, o surgimento delas à beira-mar acaba sendo maior", afirma Bruna. [[legacy_image_86740]] Cuidados Os especialistas listam alguns cuidados que as pessoas precisam ter caso tenham contato com águas-vivas. Entre eles, estão: - Lavar o ferimento com água do mar, pois ajuda a remover os tentáculos; - Remover os tentáculos para diminuir a quantidade de veneno introduzido na pele usando um palito, por exemplo; - Lavar a região ferida com vinagre por cerca de 10 ou 15 minutos. Também é possível usar água do mar; - Se tiver alergia, vermelhidão, coceira e inchaço, procurar um médico; - Observar se tem falta de ar, respiração rápida e tosse O que não fazer? - Nunca lavar a região ferida com água doce, já que piora a liberação do veneno; - Não colocar gelo; - Não colocar álcool; - Não esfregar; - Não urinar na queimadura; - Não tocar nos animais que estão aparentemente mortos, porque eles podem eliminar o veneno; - Nunca remover os tentáculos com as mãos desprotegidas [[legacy_image_86741]]