[[legacy_image_215806]] O empresário João Jordão, de 28 anos, teve uma manhã de terça-feira (18) inesperada e assustadora. Uma 'cobra-de-duas-cabeças' surpreendeu o comerciante assim que ele abriu sua loja de móveis planejados, por volta das 7 horas, no bairro Albatroz, em Bertioga. (veja no vídeo mais abaixo) Em conversa com A Tribuna, João contou que viu o animal enroscado em um orifício, utilizado para fechar a porta de aço do estabelecimento. No primeiro momento, o empresário pensou se tratar de uma corda, mas logo percebeu que estava enganado. “Tomei um susto! Em um primeiro momento, achei que fosse uma corda, ou algo do tipo, que alguém tivesse colocado. Quando eu olhei novamente, ela [cobra] se mexeu e me afastei rapidamente. Na sequência, filmei o animal e mandei o vídeo para irmã”, conta. João entrou em contato com um veterinário especializado em animais silvestres, que o tranquilizou dizendo que se tratava de um animal inofensivo. “Nós fechamos a porta com cuidado, meu funcionário retirou ela e a levamos ao Departamento de Operações Ambientais (DOA)”, explica. [[legacy_youtube_n70o1ei4zq8]] Cobra-de-duas-cabeçasO biólogo Daniel Bortone informou à Reportagem que a espécie, que vive debaixo do solo, é comum na região. O animal encontrado trata-se de uma anfisbena. “Na verdade, não é uma cobra. Apesar de também ser um réptil e parecido, a espécie pertence a um grupo diferente”, explica. Segundo Bortone, a cobra-de-duas-cabeças não é venenosa, mas deve-se tomar cuidado, porque a pessoa pode ser mordida ao tentar manipular o animal. Ainda segundo o biólogo, a espécie se alimenta de insetos, minhocas, vermes e larvas, e adquiriu o nome “assustador” por ter a cauda arredondada, que lembra uma segunda cabeça. O biólogo também explica que, caso a pessoa encontre uma desta em sua residência ou local de trabalho, ela pode empurrá-la para um balde usando um rodo ou uma vassoura para não machucar o animal. “Depois é soltar em uma área de mata. Elas são muito importantes no equilíbrio ambiental porque controlam as populações dos animais que elas consomem, inclusive larvas de insetos. Portanto, não é legal matar elas. São praticamente inofensivas e importantes na natureza”, conclui.