A Casa de Pedra é um dos atrativos na trilha do Véu da Noiva, em Bertioga (Divulgação/ Governo de São Paulo) Uma casa escondida na Mata Atlântica da Serra do Mar, no litoral de São Paulo, viralizou nas redes sociais despertando curiosidade entre os internautas. O imóvel, cercado por vegetação densa e de difícil acesso, levantou dúvidas sobre a sua construção. Mas a história por trás da construção é mais antiga do que parece. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Onde fica? A casa está localizada em uma área remota próxima ao Rio Itapanhaú, em meio à floresta preservada. Conhecida como “Casa de Pedra do Vale Verde”, ela fica dentro do Parque Estadual Serra do Mar, no núcleo de Bertioga, na Baixada Santista. Origem histórica De acordo com registros históricos, a Casa de Pedra começou a ser construída em 1805 por ingleses. Inicialmente, o local funcionava como depósito agrícola para armazenar alimentos, como cacau e banana. Durante o período escravocrata, a construção também serviu como senzala, o que reforça o seu valor histórico e cultural. Materiais A estrutura chama a atenção pela forma com que foi erguida, com materiais retirados da própria região, como areia do Rio Itapanhaú, granito da Serra do Mar, madeira local e óleo de baleia na argamassa, a técnica era popular em construções coloniais daquela época. Outras funções ao longo do tempo Com o passar dos anos, a casa teve diferentes funcionalidades. Entre elas: Base de apoio para instalação de linhas de energia da Light; Parte da antiga Fazenda Pirambeiras, dedicada ao cultivo de bananas. Já em 1977, com a criação do Parque Estadual da Serra do Mar, a área passou a ser protegida ambientalmente. Complexo de trilhas do Rio Itapanhaú A principal atração da trilha que leva à Casa de Pedra é a cachoeira conhecida como Véu da Noiva, a maior da região (Divulgação/ Governo de São Paulo) Atualmente, o acesso à construção ocorre somente por trilha monitorada dentro do parque estadual. A Casa de Pedra é atrativo de uma das trilhas mais tradicionais do núcleo, a do Véu da Noiva. A trilha fez parte da história da Rota do Comércio na época colonial na conexão da Baixada Santista com o Planalto. A maior parte do trajeto é paralela ao Rio Itapanhaú, sendo possível observar diferentes paisagens, com árvores, prainhas de água doce e características da vegetação nativa. Além da maior cachoeira da região, conhecida como Véu da Noiva ou Cachoeira do Elefante.