[[legacy_image_232877]] Na metade do segundo mandato como prefeito de Bertioga, Caio Matheus (PSDB) celebra o bom momento da Cidade. Segundo ele, o panorama é “formidável”, com obras a serem entregues e caixa em dia. Mas ainda há o que fazer. Ele pede maior respaldo ao Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) e aposta no turismo o ano todo para gerar mais empregos e seguir com o círculo virtuoso. Ele conversou com A Tribuna. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No ano passado, o senhor disse, em entrevista para A Tribuna, que Bertioga estava “na contramão da crise”. Essa avaliação mudou ao longo de 2022?Concluo 2022 entendendo que a grande maioria dos objetivos foi alcançada. A cidade está efervescendo, com vários comércios, investimentos. O clima de segurança está sendo passado para os investidores. Estamos em um momento formidável. A gente percebe pelo excesso de arrecadação, pelo comportamento de ITBI, ISS, enfim... Estamos com investimentos em todas as pastas, todas as secretarias. E o que o senhor entende que possibilitou esse “círculo virtuoso”?O canteiro de obras nas ruas está muito bom, com obras públicas, a construção civil continua em alta. E o turismo está “bombando” por uma razão importante: conseguimos quebrar a sazonalidade, fazendo com o que o turista não venha somente no verão, mas oferecendo um calendário turístico diferenciado, para que venha durante as quatro estações do ano. Com o calendário Bertioga É Mais, que a gente experimentou este ano, chamamos a atenção e atraímos olhares para Bertioga durante o ano todo. Temos turismo náutico; esportivo, com quase 150 eventos ao longo do ano; histórico, com o Forte São João, o primeiro do Brasil; ambiental também, com trilhas e estímulo ao ecoturismo. Sobre saúde: o Centro de Especialidades e o Hospital Municipal são elementos importantes dessa política municipal. O que mais precisa ser feito?No ano passado, estávamos em tratativas, aguardando a assinatura do convênio para retomada da obra do novo hospital. Esse convênio foi assinado, o recurso, transferido, e as obras já foram iniciadas. Entendemos que, seguindo o contrato, a empresa encerre a obra no final do segundo semestre. São mais de 3 mil metros quadrados de área dedicada à saúde, com quatro centros cirúrgicos, leitos de UTI...Para que a gente entre em 2024 inaugurando essa nova fase da saúde da Cidade. Para isso, concursamos 50 profissionais a mais na saúde. Ano que vem, vamos concursar mais 50. Fora isso, o novo plano de trabalho para a saúde está sendo finalizado, para a gente licitar uma nova organização social (OS) para poder expandir esses serviços. E, para complementar, estamos com o novo Centro de Especialidades Médicas pronto para ser inaugurado. Vamos saltar de 16 para quase 25, e quero fazê-lo começar a operar agora em janeiro. Para isso, estamos, também, contratando mais médicos especialistas. No ano passado, o senhor falava em R\$ 200 milhões para investimentos. Com o aumento da arrecadação, esse ritmo de obras foi acelerado?Além desse crescimento, um equilíbrio orçamentário, a gente está com crédito na praça. Agora em janeiro, teremos quase R\$ 100 milhões para publicar em novas licitações. Também assinamos contrato de R\$ 46 milhões com a Terracom, que vai pavimentar metade do maior bairro de Bertioga, o Chácaras. Habitação também é um ponto importante, e o Conjunto Habitacional Caminho das Árvores, uma peça importante nessa política. Como está essa situação? Ele é suficiente para suprir a demanda?Hoje, a gente pode dizer que é o maior projeto habitacional, modelo entidades, para ser entregue no Brasil, com 1,5 mil unidades. Embora tenha sido finalizada toda a parte da Prefeitura há meses, o primeiro condomínio, com 300 unidades, teve a regularização no Cartório de Imóveis de Santos. As entidades enviaram à Caixa Econômica o nome dos 300 primeiros beneficiados e, com isso, agora em janeiro, significa que vão ser entregues as 300 primeiras unidades, no Condomínio Flamboyant. Além disso, a gente entregou 30 unidades da CDHU (estadual) à população indígena. E tem outro conjunto sendo finalizado no Bairro Vicente de Carvalho II. E com relação ao funcionalismo público? Quais são as medidas tomadas para melhoria dos serviços e valorização dos servidores?A gente concursou cerca de 50 profissionais na área de saúde neste ano, outros cerca de 50 da área administrativa (fiscais, engenheiro, arquitetos, técnicos em contabilidade). A Educação também teve concurso. E, na primeira quinzena de janeiro, vamos publicar um edital de concurso para 100 guardas civis municipais. Eu me atrevo a dizer que, com esse concurso, a gente vai mais do que dobrar a nossa guarda, e seremos a maior GCM da Baixada, proporcionalmente à nossa população. E quanto à mobilidade? Neste ano, tivemos a interrupção do serviço de balsas entre a Cidade e Guarujá por causa de um acidente, por exemplo. O que a Prefeitura pretende fazer para avançar nessa questão?Quanto às balsas, a cobrança é semanal. A gente sabe que o Estado opera com deficiências no sistema de balsas, não só Bertioga-Guarujá. É uma conta que não fecha. A gente cobra essa responsabilidade do Estado, porque a lentidão traz um prejuízo muito grande para os municípios. Em entrevista com a prefeita de Praia Grande, Raquel Chini, que também preside o Condesb, ela falou da necessidade de sempre aprimorar a visão metropolitana. Como tornar isso para além de mero discurso?Bertioga tem uma grande ligação, mesmo sendo na ponta norte da Baixada, com as demais cidades. Mas também é a primeira do Litoral Norte e faz parte do consórcio do qual sou presidente. Percebo bastante vontade e trabalho por parte da atual presidente. Mas sinto falta de mais cooperação e ferramentas para instrumentalizar a Agem (Agência Metropolitana) e o Condesb por parte do Estado, para que possa virar algumas páginas, como essa questão da mobilidade. O senhor disse que já conversou com o vice-governador eleito Felicio Ramuth (PSD). Qual a expectativa pela gestão do governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos)?Vejo com bons olhos essa nova gestão. Conheço várias pessoas que fazem parte desse novo governo. Acredito na capacidade de articulação e de montagem de equipe do (Gilberto) Kassab (futuro secretário de Governo de São Paulo e presidente nacional do PSD). O Tarcísio é um cara bastante sério e técnico. Havia a intenção de aprimorar o Ensino Técnico em Bertioga. Como vê essa demanda?A gente conseguiu resgatar a Etec. Bertioga não tinha esse tipo de instituição, e já abrimos inscrições para os cursos do primeiro semestre. Já tínhamos conseguido uma Univesp (estadual), e temos vários cursos sendo feitos por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, do Fundo Social, parcerias com o Sebrae. Os cursos técnicos estão sendo feitos. Mas ficamos chateados que, às vezes, cursos interessantes não têm quórum. Tem algo que o senhor queria fazer nesses primeiros dois anos deste mandato e não pôde?Sou um cara bastante ansioso, venho da iniciativa privada. Claro que, na iniciativa pública, a burocracia é muito grande, mas necessária, também, para poder manter o cuidado com o dinheiro público. Quero entregar um novo Mercado de Peixes, um Centro de Eventos e Exposições, além, claro, da infraestrutura viária dos bairros.