Chapéu de Sol é uma das espécies mais frequentes na região (Divulgação) O bairro Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo, divulgou o resultado do inventário arbóreo no local, com mais de sete mil árvores cadastradas. A iniciativa tem como base identificar as espécies e elaborar um banco de dados para controle sistemático das árvores presentes na área urbana. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O objetivo é avaliar o estado de saúde das árvores, porte, idade e análise geral da arborização urbana para elaboração de estratégias de manejo, como necessidade de podas, remoções, replantios ou tratamentos. Além disso, também busca prevenir danos à infraestrutura e conversação da biodiversidade por meio de um planejamento de arborização, que impacta na qualidade de vida urbana. A inspeção do local fica a cargo das equipes do setor de Meio Ambiente da Associação dos Amigos de Riviera de São Lourenço, entidade sem fins lucrativos que atua no bairro. Já foi realizado o diagnóstico de 1.090 árvores em calçadas e avenidas. Do total, 61% são representantes exóticas, e 39%, nativas. Os destaques de espécies mais frequentes são: Chapéu de Sol; Figueira; Ipê Amarelo; Palheteira; Quaresmeira; Ipê Rosa; Coqueiro; Aroeira Salsa; Grumixama; Inga Cipó. A Palheteira (Clitoria fairchildiana) foi encontrada na Avenida da Riviera. A espécie Chapéu de Sol (Terminaliacatappa) foi identificada na Avenida da Orla. Na Avenida São Lourenço, a Murta-de-cheiro (Murraya paniculata) foi a mais vista. Já nos canteiros centrais, o levantamento inicial identificou a predominância de coqueiros. Quanto ao porte das espécies, são 83% grandes, 16% médias e 1% pequenas. Etapas Levantamento foi realizado na Riviera de São Lourenço, em Bertioga (Divulgação) A identificação das espécies é feita a partir da medição de altura, diâmetro do tronco e copa. Outros fatores levados em consideração são a dimensão de distâncias das guias, postes e esquinas, a avaliação da saúde das árvores e o mapeamento georreferenciado por dois colaboradores. O bairro segue o conceito 3-30-300, um princípio que define três níveis de acesso à natureza nas cidades para estabelecer uma melhor qualidade de vida, saúde mental e bem-estar da população. O princípio é baseado na regra que sugere três árvores por propriedade, 30% de cobertura arbórea no bairro e plantas a 300 metros de distância até um arque ou área verde O inventário arbóreo pode beneficiar engenheiros, arquitetos, biólogos, técnicos e administradores a manterem a eficiência e o alto padrão de sustentabilidade. O levantamento pode ser fundamental para a infraestrutura de cidades, contribuindo para a manutenção da biodiversidade, redução de ilhas de calor e para identificar áreas prioritárias para plantio de árvores que podem oferecer riscos aos moradores. 61% das árvores presentes são exóticas (Divulgação)