[[legacy_image_100226]] O feriadão de 7 de Setembro marcou uma virada de página para bares, restaurantes e hotéis. Os setores estão na lista dos que mais sofreram durante as restrições impostas na pandemia da covid-19. Com a flexibilização, a história começa a ter novos capítulos, e o grande teste ocorreu agora, afirma o presidente do sindicato da categoria (SinHoRes), Heitor Gonzalez. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “Foi quase um Réveillon. Foi muito bom, apesar de o tempo não ter ajudado. Mas os hotéis, na sua maioria, atingiram ocupação entre 90% e 95%. Muitos restaurantes bateram recorde de vendas, contabilizando esses quase dois anos, e bares a mesma coisa.” Para ele, estabelecimentos provaram que pode haver retomada com segurança sanitária. “Muitos bares e restaurantes ficaram lotados o dia inteiro dentro do patamar aceitável, com todo mundo com máscara, com medidas de higienização e distanciamento mínimo de um metro .” Porém, o clima frio e nublado desde o final de semana foi um pesadelo para os ambulantes, que esperavam voltar a faturar com a retomada das atividades e liberações na praia. Vendedor de óculos de sol há 11 anos, Mário Santos Costa, de 61, diz que nem pôs produtos nas ruas por causa disso. “Quem compra óculos de sol com chuva? Ninguém. Foi faturamento zero. A única coisa que tenho recebido é um auxílio emergencial de R\$ 150,00, que mal dá para o botijão de gás. Está difícil.” Sebastião Lourenço, de 45 anos, que há mais de 20 sobrevive da venda de milho-verde na orla, também viu sua expectativa ser frustrada. “A gente esperava sol e muita gente aproveitando a praia. A realidade foi bem diferente.” Lourença conta que não ganhou nem metade do que esperava. “Depois de ficar tanto tempo parado sem poder trabalhar, a expectativa era começar a respirar. Quem sabe no próximo feriado”. Se depender dos turistas, o descanso prolongado seguinte, em 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecidda), deve ser movimentado. Mais de 330 mil motoristas desceram a Serra, muitos encararam a praia mesmo com mau tempo e querem voltar. Foi o caso da farmacêutica Damares Molino Picola, de 38 anos, que veio de São Paulo com as filhas Letícia, de 7 anos, e Melissa, de 2, para descansar e aproveitar o feriado ao ar livre. “O tempo não ajudou, mas a gnete aproveitou mesmo assim. Elas ficam o tempo todo no apartamento, e aqui têm espaço para brincar e correr. Valeu a pena.” É por isso que Heitor Gonzalez aposta em um cenário promissor para os próximos meses. “Este foi um sinal verde muito importante para a categoria, mostrando que teremos setembro, outubro, novembro e dezembro muito fortes, e vão culminar com o melhor verão dos últimos 15 anos. Este feriado e o último final de semana de agosto sinalizam isso.”