[[legacy_image_19463]] O Governo do Estado de São Paulo aumentou as restrições para evitar o contágio da covid-19 no período de festas de final de ano. Entre 25 e 27 de dezembro, e entre 1 e 3 de janeiro, todas as regiões serão reclassificadas para a fase vermelha - os serviços permitidos serão apenas os essenciais. A medida foi adotada devido ao crescente aumento de casos, internações e mortes. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços Antes e depois destas datas, a Baixada Santista voltará à fase amarela. Uma nova reclassificação só será realizada em 7 de janeiro. De acordo com o secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn, em quatro semanas o número de casos aumentou 54% e o de mortes teve alta de 6%. LEIA MAIS: >> Cidades da Baixada Santista impõem barreiras sanitárias para Natal e Ano Novo “A medida tem como objetivo de preservar vidas e nosso sistema de saúde. Mesmo implementando mais leitos há um limite”, disse o secretário. Na mesma linha seguiu o coordenador executivo do Centro de Contingência Covid-19, João Gabbardo, que apontou as restrições como uma forma de minimizar os possíveis danos. Nesses dias de fase vermelha, comércios, restaurantes, academias, salões e demais atividades que não são consideradas deverão ser interrompidas. “As medidas que estamos tomando são medidas duras. Nenhum de nós gosta de tomar esse tipo de medida. A gente sabe o sacrifício que todos estão fazendo, o sacrifício que setores da economia têm enfrentado nesse período, mas temos que fazer uma opção, a opção da segurança, a opção por não corrermos riscos”. Visivelmente emocionada, com a voz embargada, a secretária de Desenvolvimento Econômico Patrícia Ellen, pediu para que as pessoas evitem aglomerações e festas. “Precisamos ficar em casa para evitar a circulação do vírus. O coronavírus não vai embora no Natal, isso não quer dizer que nosso esforço não valeu a pena”. Litoral O secretário de Saúde aponta que os gestores municipais devem promover ações para evitar em que evitar as aglomerações para proteger seus cidadãos e visitantes. “O que infelizmente temos visto em regiões litorâneas, e em algumas áreas de estâncias hidrominerais, é que algumas regras, como evitar aglomeração, infelizmente acabam não acontecendo”, lamenta. Ele destaca a sensação de falsa segurança que as praias podem oferecer. “As pessoas não podem entender que nós voltamos ao normal, que vamos nos aglomerar nas praias”, diz Jean Gorinchteyn. Ele complementa: “As pessoas entendem que (ir) à praia não teria problema, pois estão ao ar-livre, mas essas pessoas se aglomeram debaixo de guarda-sóis, bebem, riem sem máscara, e esse é o cenário de transmissão do vírus. As pessoas falsamente se sentem seguras. Precisamos ajudá-las a entenderem riscos”. Se nada mudar Gabbardo explica que, se nada mudar, apesar das medidas mais restritivas, é possível que o Governo do Estado tenha que adotar novas medidas. “Mas a gente vai fazer isso analisando o dia a dia do que está ocorrendo. Neste momento, o que o centro de contingência entende que é adequado é fazer as restrições nestes dias. Vamos com isso observar para verificar o que em janeiro podemos fazer de acordo com a pandemia”. [[legacy_image_19464]]