[[legacy_image_284264]] A Universidade São Judas anuncia nesta quinta-feira (27) a colaboração com o Centro para Vigilância Viral e Avaliação Sorológica (CeVIVAS), projeto de pesquisa do Instituto Butantan que monitora características de vírus para melhoria de vacinas a partir da coleta de amostras de pacientes com sintomas respiratórios. O projeto acontece em âmbito nacional durante cinco anos, com a possibilidade de ser renovado para mais cinco. Na Baixada Santista, as amostras serão coletadas pela Medicina São Judas, campus Cubatão. A ação conta com o apoio das prefeituras de Cubatão e Santos. Evaldo Stanislau, docente de Medicina na São Judas e embaixador da Inspirali -vertente de educação em saúde da Ânima, ecossistema de educação integrado pela São Judas - , explica que após a coleta das amostras, feita nos pronto-socorros de Cubatão e Santos, os pesquisadores vão proceder à identificação dos agentes patógenos e, em seguida, ao sequenciamento desses agentes para que os vírus que circulam na região sejam conhecidos detalhadamente. “Por meio de ferramentas tecnológicas que o Butantan detém, que são muito sofisticadas, vamos ter condições de olhar em detalhes quais são esses agentes que foram isolados”,diz. “A partir daí, é possível tomar uma série de decisões estratégicas, como ofertar uma nova informação para a fabricação de vacinas contra a gripe, por exemplo”, esclarece Stanislau. [[legacy_image_284265]] Parceria fundamentalSegundo Sandra Coccuzzo, diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Butantan, a parceria com as instituições de ensino é fundamental. “Estamos unindo competências com uma universidade que forma profissionais da saúde. Nós precisamos dessa interface de ponta, pois isso vai fazer com que o projeto traga uma informação muito fidedigna do que acontece no mapeamento (dos vírus) tanto no estado de São Paulo quanto nas demais regiões”. Região estratégicaPara Stanislau, trazer essa pesquisa para a região é importante por uma série de fatores, dentre eles, a grande circulação de pessoas. A movimentação, que é causada pelo Porto em larga medida, torna a região estratégica para o estudo. “O Porto traz não apenas navios estrangeiros e suas tripulações, mas também caminhoneiros. Por isso, aqui é uma região bastante representativa de eventuais riscos e ameaças que possam existir pela entrada de novos agentes infecciosos”, explica o médico. Além do Porto, Coccuzzo destaca as regiões industriais como locais com grande movimentação de pessoas e, consequentemente, maior circulação de vírus. “Na época do Lab Móvel (laboratório itinerante que realizava exames para diagnóstico e sequenciamento do vírus da covid-19) conseguimos mapear em várias cidades que, onde há um nível de comércios ou indústrias acentuado, a circulação de vírus é diferenciada”. Segundo ela, essas foram algumas das premissas para que as duas cidades da região fossem contempladas por essa ação em parceria com a São Judas.