Mais de 200 novos leitos serão abertos, até novembro, nos hospitais municipais de Bertioga e Peruíbe e na Maternidade de São Vicente. E, até o fim do ano, o número de vagas na UTI Neonatal do Hospital Guilherme Álvaro (HGA), em Santos, aumentará de oito para 20. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Assim disse nesta quarta-feira (13) o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, que participou ontem da 3ª Oficina de Regionalização da Saúde da Região Administrativa de Saúde 7 (Baixada Santista e Registro), no Gonzaga, em Santos. “Todos os recursos de investimento e de custeio já foram liberados. Agora, cobramos dos prefeitos que coloquem as unidades para funcionar”, declarou o secretário. O HGA, conforme Paiva, também terá melhorias estruturais, reforma da hemodinâmica — local de diagnóstico, com a compra de um segundo equipamento para cateterismo — e reforço em especialidades como oncologia e cardiologia. O secretário citou que, entre 2022 e ano passado, a Baixada Santista e o Vale do Ribeira tiveram alta de 33,55% no número de cirurgias eletivas (não emergenciais), 27% em internações de alta complexidade, 31,38% em atendimentos oncológicos e 43% em radioterapias. Mortalidade e vacinas No encontro, também se abordaram desafios como a mortalidade infantil na Baixada Santista, que está em 13,96 por mil nascidos vivos — acima da média estadual, de 10,57. Eleuses Paiva ressaltou que a redução do índice depende, principalmente, da melhoria do pré-natal, com identificação e encaminhamento de gestações de alto risco para centros adequados. “Nossa meta é voltar a ter mortalidade infantil em um dígito (abaixo de dez por mil) no Estado.” Outro ponto foi a cobertura vacinal, que melhorou no Estado com campanhas e maior adesão nas unidades básicas, mas ainda está abaixo da média paulista na Baixada. Eleuses Paiva listou melhorias (Alexsander Ferraz/AT) Regionalização No encontro desta quarta (13), no Salão Diamante do Bourbon Convention Hotel, prefeitos, secretários municipais, técnicos, representantes de hospitais e entidades de saúde debateram soluções regionais. A política de regiona-lização, segundo Paiva, busca descentralizar a gestão da saúde no Estado, aproximando o planejamento das realidades locais e reduzindo desigualdades entre regiões. O secretário de Saúde de Santos, Fábio Figueiredo Lopez, avaliou que, “quando se investe em hospitais de outras cidades, como Bertioga e Peruíbe, o impacto positivo chega também à nossa rede (de Santos)”. O prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Pode), ressaltou o novo hospital materno-infantil que está sendo construído na Cidade. “Saímos de um convênio de R\$ 500 mil para R\$ 1,5 milhão (por mês). Já temos serviço de maternidade no Hospital São José, mas ele será direcionado para o novo prédio, para atender melhor mães e bebês”, afirmou. A oficina recebeu, ainda, representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado (Cosems/SP) e dos departamentos regionais de Saúde da Baixada Santista e de Registro. “A grande dificuldade é olhar além do próprio município, construindo acordos regionais. Isso requer muito diálogo e perseverança”, afirmou o consultor da Opas e coordenador do projeto de regionalização da Secretaria Estadual da Saúde, Renilson Rehem.