[[legacy_image_203457]] Iniciada em agosto, a vacinação de crianças de 3 a 4 anos contra a covid-19 segue abaixo do ideal nas cidades da Baixada Santista. Em média, a cobertura vacinal varia de 10% a 20% do público-alvo, nos municípios da região, que têm realizado busca ativa das pessoas e solicitado mais imunizantes para ampliar a imunização. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No caso de Santos, todas as crianças de 4 anos de idade estão sendo vacinadas desde 9 de agosto com a CoronaVac, imunizante autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para essa faixa etária. Até o momento, 526 das 4.299 crianças já receberam o imunizante, o que representa 12,23%. A meta do Ministério da Saúde (MS) é de 90%. As crianças de 3 anos ainda não tiveram a vacinação iniciada na cidade. O secretário de Saúde Adriano Catapreta explica que faltam doses em estoque para poder atender a esse público. "Avaliamos diariamente os estoques de CoronaVac e já solicitamos mais doses ao governo estadual para que possamos ampliar a faixa etária de vacinação e contemplar as crianças de 3 anos. Neste momento, ainda não é possível. Em breve, as crianças de 4 anos que tomaram a primeira dose já estarão aptas a tomar a segunda dose e temos que garantir a disponibilidade do imunizante para que possam completar este ciclo inicial", afirma o secretário, em entrevista para A Tribuna. Com os índices baixos, Catapreta faz um apelo para que os pais e responsáveis não deixem de vacinar as crianças contra a covid-19. Ele cita a campanha multivacinação e contra a poliomielite que acontecem simultaneamente em Santos. A criança pode receber mais de uma vacina no mesmo dia. "Embora em menor proporção se comparado aos adultos, a covid-19 já levou crianças a óbito e outras tantas a internações. A vacina previne casos graves e óbitos e é muito mais difícil exigir que as crianças menores mantenham uma rotina de cuidados preventivos, como higienizar as mãos com frequência e evitar levá-las à boca, ao nariz e aos olhos", ressalta. Outras cidadesEm São Vicente, a vacinação de 3 a 4 anos, 11 meses e 29 dias é prioritária para crianças com comorbidades e imunossuprimidas. É preciso apresentar laudo médico que comprove a condição de saúde, bem como um termo de autorização dos pais ou responsáveis. Também é necessário levar RG, comprovante de residência em nome do responsável, cartão SUS e CPF ou certidão de nascimento. Praia Grande vacina, desde quinta-feira (25), crianças com comorbidades, deficiências, indígenas e quilombolas de 3 a 4 anos. Deve-se ir a uma das 30 Unidades de Saúde da Família (Usafas), de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. Aos sábados, a imunização é concentrada no Centro de Especialidades Médicas, Ambulatoriais e Social (Cemas), das 9h às 15h, na Rua Thomé de Souza, 1313, Aviação. Guarujá iniciou a vacinação de crianças com 4 anos em 20 de agosto. Até o momento, 173 pessoas nessa faixa-etária foram imunizadas, segundo a Prefeitura. O público-alvo é composto por cerca de 4.825 crianças. Elas devem ser levadas a qualquer um dos 20 postos de vacinação da cidade, de segunda a sexta, das 9h às 15h. Cubatão tem 792 crianças vacinadas nessa faixa-etária, o que corresponde a 20% do público-alvo. A vacinação para todas as crianças começou em 25 de julho na cidade. Quatro unidades de saúde aplicam o imunizante. Em Bertioga, apenas 10% do público-alvo foi vacinado até o momento. Os números absolutos não foram enviados. A vacinação ocorre em dois pontos, das 9h às 16h, sendo um deles por agendamento. Itanhaém também tem cobertura abaixo do esperado, com apenas 460 das 3.150 crianças aptas vacinadas. O número representa 14,6%. A vacinação acontece em todas as Unidades de Saúde da Família (USFs) do município. O percentual é ainda menor em Peruíbe, que tem 190 crianças entre 3 e 4 anos de idade vacinadas, chegando a 9,5%. Os interessados podem se vacinar de segunda a sexta, das 9h às 15h, nos cinco postos fixos de vacinação e em postos volantes. A Reportagem não obteve retorno da Prefeitura de Mongaguá. Abaixo do esperadoA baixa procura acendeu o alerta entre os infectologistas. Para o diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Leonardo Weissmann, a situação é preocupante, já que as crianças não vacinadas podem desenvolver formas graves da covid-19. "Embora muitas pessoas não se importem mais com o vírus e ajam como se não houvesse mais pandemia, ela não acabou. As subvariantes da Ômicron, que são responsáveis pela maior parte dos casos no momento, são bastante contagiosas e transmissíveis. Portanto, toda a população precisa se conscientizar e manter a vacinação em dia, incluindo os reforços, sem se descuidar das crianças", comenta. O também médico Ricardo Hayden cita que as crianças costumam ser menos testadas para o vírus, dificultando saber se ela está infectada ou não. "A criança é menos testada e obviamente é mais resguardada. Tem criança nessa faixa etária que sequer vai para escola maternal, creche, ou outras coisas. A gente continua testando pouco no geral e nessa faixa (etária). A população pode colaborar levando as crianças para se vacinar, assim como levam para tomar outras vacinas, como da poliomielite", afirma.