É oficial: a Baixada Santista tem três casos confirmados da mpox, também conhecida como varíola do macaco. A Secretaria Estadual da Saúde informou duas ocorrências, sendo em Peruíbe e em Praia Grande. A terceira, em Santos, foi divulgada pela Prefeitura. Em todo o Estado, já há 314 pessoas infectadas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o Governo do Estado, havia um caso em São Vicente, de uma mulher entre 15 e 19 anos, mas o resultado acabou dando negativo, como informado pela Prefeitura. Quanto aos casos oficializados, em Peruíbe, foi de um homem, entre 30 e 34 anos. Em Santos, de uma mulher de 32 anos, atendida em julho. Ela está em isolamento em casa e segue sendo observada, segundo a Administração Municipal. Já o caso de Praia Grande é de um homem, de 50 anos, que teve a doença em julho, não precisou de internação e já está recuperado. Cuidados Em entrevista à TV Tribuna, o infectologista Evaldo Stanislau tranquilizou sobre a doença. “Apenas pessoas com maior vulnerabilidades - idosos, crianças desnutridas, pessoas com doenças crônicas severas - é que têm probabilidade da doença evoluir para a morte. Para as pessoas em geral, que têm mpox, é uma doença restrita à pele e às mucosas, bastante desagradável, que dói, mas, felizmente, não tem letalidade elevada”. Segundo o médico, a doença surge com sintomas inespecíficos, como mal-estar e febre. Depois, aparecem as lesões características. “Podem ser poucas lesões, uma ou duas, até múltiplas lesões, que comprometem a pele e algumas regiões de mucosa, como a oral. Inicialmente, são vermelhinhas, que evoluem para uma vesícula, que é uma lesão elevada e dentro contém líquido”, explica Evaldo. Além de desconfortáveis, são essas lesões que carregam o vírus. Elas duram por algumas semanas. “É a partir do contato com elas que ocorre o contágio”, encerra Evaldo. O que é A mpox é uma zoonose viral, ou seja, transmitida entre humanos e animais pelo vírus MPXV (do inglês, monkeypox virus ou varíola dos macacos). Foi identificada pela primeira vez justamente em colônias de macacos, em 1958. Hoje, porém, sabe-se que a infecção também pode ser transmitida por roedores, como esquilos, e outros mamíferos – até mesmo cachorro doméstico. No dia 14, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a mpox como Emergência de Saúde Pública Mundial, especialmente por causa da situação na República Democrática do Congo, na África, que já registrou mais de 14 mil casos e 450 mortes devido à doença.