[[legacy_image_38670]] A Baixada Santista fechou março com um saldo positivo de 323 empregos formais – com carteira assinada. Este é o oitavo mês consecutivo em que a Região registra mais contratações (9.308) do que demissões (8.985). Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Economia. Os setores que alavancaram os números foram: serviços, com 478 carteiras assinadas; construção, com 270; indústria teve a abertura de 96 vagas, e agropecuária com sete empregos gerados. Em contrapartida, o comércio fechou 528 postos de trabalho. O economista Jorge Manuel de Souza Ferreira acredita que, o agravamento da pandemia em abril, que provocou com severas restrições na abertura de lojas e shoppings, deverá refletir nos dados de abril e maio. Entretanto, ele acredita na manutenção dos números positivos. “A perda foi grande e há espaço para recuperação”, diz. “A vacinação deve acelerar no 2º semestre os grupos de risco praticamente estão quase totalmente vacinados. O auxílio emergencial vai injetar bilhões no consumo nos próximos três meses. Tem a antecipação do 13° salário a pensionistas e aposentados”, são algumas das apostas de Ferreira. Há também o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), aprovado por quatro meses, e que permite aos empregadores, suspenderem temporariamente contratos de trabalho, reduzir jornada e salários. Além de outras linhas de créditos a empresários. CenárioO resultado positiva, o oitavo consecutivo, é um alento à retomada econômica. Embora, ainda esteja longe de uma recomposição das vagas perdidas. Em março de 2020, por exemplo, foram fechados 3.306 empregos, muito mais do que os 323 gerados no mês a passado. Outro recorte, o trimestral, deixa esse cenário ainda mais evidente. Nos três primeiros meses do ano passado, o saldo negativo foi de 4.300. Neste ano, até o momento, foram abertas 1.737 vagas na Baixada Santista. Santos foi a cidade que mais gerou emprego formal (4.479), a que mais demitiu (3.856) e, também a que apresentou melhor saldo: 626. Na sequência, apresentaram bom resultado Cubatão, com 145 oportunidades criadas, Guarujá (114), Peruíbe (13) e Mongaguá (8). Praia Grande, por sua vez, teve o pior saldo, com 212 empregos perdidos. Bertioga aparece em seguida com 191 postos encerrados, Itanhaém com menos 152 vagas e São Vicente com 25. No PaísO ministro da Economia, Paulo Guedes, no final da manhã desta quarta-feira (28) os dados do Caged. Ele comemorou o saldo de empregos criados no mês passado: 184 mil no total. “Ao contrário da primeira onda (da covid-19), que nos atingiu no ano passado e destruiu 276.350 mil empregos, em março. A nossa reação à segunda onda foi a criação de empregos formais”. Assim como na Baixada Santista, os setores de serviços e a construção civil foram os grandes destaques em termos de contratações. Com vantagem para o primeiro: “(Serviços) era o que tinha sido mais golpeado durante a pandemia. Agora, dos 184 mil empregos (gerados), praticamente a metade, 95 mil empregos, foram criados no setor de serviços”. Guedes também as ações do Governo Federal e o lançamento de programas para a preservação do emprego. “Tem o auxílio emergencial, com R\$ 44 bilhões sendo injetados na economia. A antecipação do 13º salário (aposentados e pensionistas) que, agora, com a aprovação do orçamento torna-se possível, são mais R\$ 56 bilhões injetados na economia”. E continuou, ao mencionar os R\$ 10 bilhões reservados para o BEm, programa que, de acordo com o ministério, já preservou 11 milhões de empregos. Sobre esta ação, Guedes respondeu àqueles que criticaram a demora na aprovação – que saiu só agora, quando os casos da doença voltaram a diminuir. “Tem muita gente dizendo que o programa demorou um pouco. Ora, precisávamos das aprovações necessárias para a liberação. Ano passado, surpreendidos pela crise, quando lançamos o BEm, foi um antidoto à perda de empregos. Este ano, pelo contrário, estamos criando empregos e lançamos o BEm, quando todos os setores continuam mostrando sinais de recuperação econômica”, finalizou.