Em Santos, ações de prevenção e controle serão mantidas e intensificadas durante a primavera e o verão (Vanessa Rodrigues/ AT) A Baixada Santista registrou queda de 82,1% nos casos de dengue nos sete primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 11.404 registros de janeiro a julho de 2025, contra 2.042 neste ano. Os óbitos também recuaram: de 21 para um, redução de 95,2%. O levantamento, feito com as prefeituras, não considera Itanhaém, que não informou o recorte correspondente de 2025 (entenda mais abaixo). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Santos se aproximou de uma queda de 90%. Os casos despencaram 87,8%, saindo de 4.311 entre janeiro e julho de 2025 para 528 no mesmo período deste ano. Não houve mortes por dengue em 2026, segundo a Prefeitura. Já o Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde aponta seis óbitos no município no mesmo período de 2025. A diretora de Vigilância em Saúde de Santos, Ana Paula Valeiras, afirma que as ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti serão mantidas e intensificadas durante a primavera e o verão, períodos marcados por temperaturas mais altas, maior umidade e chuvas. “Há o fortalecimento das visitas casa a casa, os mutirões de combate aos criadouros – já estamos no nosso 19º mutirão sendo realizado nessa semana (passada). Temos também a, avaliação da densidade larvária, monitoramento das armadilhas, vistoria de imóveis especiais e pontos estratégicos, mobilização social e atividades educativas”, afirmou. Ana Paula também cita o uso de drones e de um novo larvicida regulador de crescimento, além de ações em imóveis fechados e de temporada, hotéis, escolas e condomínios. A estratégia leva em conta o aumento da população flutuante no verão. Em São Vicente, a redução foi de 81,8% entre janeiro e julho. Foram 2.186 casos confirmados em 2025 e 398 neste ano. Não houve mortes em 2026. O Painel de Arboviroses aponta seis mortes no município no mesmo período de 2025. Segundo Daniel Lima Sopa, coordenador da Unidade de Vigilância de Zoonoses de São Vicente, o cenário é melhor que o do ano passado, mas os cuidados precisam continuar. Ele destaca que o El Niño pode provocar temperaturas atípicas e favorecer o desenvolvimento do Aedes. No combate ao transmissor da doença, ele ressalta que, desde 2023, a Prefeitura realiza quatro ciclos de visitas em cerca de 85% dos imóveis, chegando a aproximadamente 360 mil vistorias por ano. Outras cidades Praia Grande apresentou queda de 91,6%, indo de 1.197 casos nos sete primeiros meses de 2025 para 101 neste ano. Os óbitos passaram de três para nenhum. Peruíbe teve a maior queda proporcional, de 98%. Foram 409 casos entre janeiro e julho de 2025 e oito no mesmo período de 2026. As mortes caíram de duas para nenhuma. Mongaguá teve redução de 92,3% nos casos confirmados, de 78 para seis. O município registrou um óbito em cada período. Bertioga apresentou queda de 83,3%, de 48 para oito casos. Não houve óbitos. Já Cubatão teve redução de 71,8%, passando de 131 casos até julho de 2025 para 37 até 30 de julho deste ano. As mortes caíram de duas para nenhuma. Guarujá teve a menor redução proporcional entre as cidades com dados comparáveis, mas mesmo assim expressiva: 68,6%. Foram 3.044 casos nos primeiros sete meses de 2025 e 956 no mesmo período de 2026. O município registrou um óbito no ano passado e nenhum este ano. Itanhaém ficou fora da soma regional porque informou 939 casos para todo o ano de 2025, sem fornecer o recorte dos sete primeiros meses. A cidade teve 250 casos este ano.