[[legacy_image_311697]] O Instituto Nacional de Meteorologia colocou a Baixada Santista em alerta vermelho de grande perigo até a próxima sexta-feira (17). O motivo do aviso é a onda de calor que assola a região com temperaturas de até 5ºC acima da média. As máximas podem atingir 37ºC na quinta (16), segundo o Instituto Climatempo. Diante deste cenário, especialistas da saúde reforçam cuidados específicos necessários. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A dermatologista Priscila Lieberg recomenda o uso de protetor solar, e ressalta a necessidade de uma boa hidratação, principalmente em idosos e bebês. Afinal, a especialista explica que esse grupo precisa de mais cuidados e atenção, tendo em vista que eles têm uma dificuldade maior em regular a temperatura corporal. “Inclusive, o filtro solar deve ser reaplicado a cada 3 horas, a fim de evitar os cânceres de pele, como o melanoma, e a insolação, uma condição médica grave onde a pessoa tem sua temperatura corpórea muito aumentada e não consegue baixar sozinha”, informou Priscila. O ideal de quantidade é passar por volta de uma colher de chá de protetor solar no rosto, ou 'desenhar' uma linha em três dedos da mão. Uma outra recomendação da médica é o paciente utilizar o soro fisiológico intranasal para hidratação dessa região. “Borrifar água termal na pele é uma dica para se refrescar, inclusive para os portadores de melasma”, indicou a especialista. VestuárioChapéus, bonés e óculos de sol são essenciais para a proteção cutânea e ocular, segundo a dermatologista. Sombrinhas, ou guarda-sóis, também são aliadas para fugir do sol escaldante nesses dias de forte calor. Esses acessórios são utilizados para evitar a exposição direta ao sol, que pode ser prejudicial à saúde. Por sua vez, Priscila alerta sobre a prática de exercícios físicos ao ar livre, que podem causar tonturas e até desmaios com as temperaturas muito altas. AlimentaçãoA nutricionista Natália dos Reis indica que, nesta onda de calor, as pessoas invistam em refeições mais leves, em temperaturas mais amenas e, até mesmo, algumas mais geladas, para que não tragam desconforto. Porém, também destaca a necessidade de manter uma boa hidratação. A especialista afirma que a quantidade certa de água a ser ingerida varia por pessoa. “Essa conta média pode ser feita de acordo com o peso corporal: basta multiplicar quanto a pessoa pesa em kg pelo número 35, ou seja, 35ml/kg/dia. Uma pessoa com 70kg, por exemplo, deve consumir cerca de 2450ml de água por dia, mas as recomendações vão de 30 até 50ml/kg/dia, e depende de uma avaliação que o nutricionista fará”. É importante também evitar alimentos muito quentes para impedir que eles colaborem ainda mais com a elevação da temperatura corporal. “Evitar frituras e alimentos muito gordurosos também é melhor, pois a digestão é lenta, e pode trazer desconforto para esses dias de calor intenso”, recomenda. Diante deste cenário, Natália diz que é importante priorizar saladas com verduras, e não deixar de consumir, também, os legumes. Ela exemplifica utilizando a abóbora, que em vez de ser consumida quente como guarnição ou purê, pode ser assada previamente e, depois de fria, adicionada em uma salada com mix de folhas e sementes ou amêndoas por cima. Também aconselha que as pessoas optem por consumir frutas geladas ou, até mesmo, congeladas. “É uma ótima dica para variar o suco, e não perder a mão na ingestão energética com eles”. Álcool e calor combinam?A ‘cervejinha’ e a caipirinha podem parecer refrescantes e tentadoras neste período de calor, porém Natália afirma que bebidas alcoólicas também podem ser um problema em vez de ajudar, uma vez que elas colaboram para a desidratação da pessoa. Ela recomenda cautela no consumo. “A desidratação traz muitos riscos à saúde, desde problemas renais até cognitivos e neurológicos, distúrbios hidroeletrolíticos e pode, inclusive, levar à morte. É extremamente necessário monitorar a hidratação, principalmente de pacientes especiais e idosos, que são os que mais sofrem com o aumento da temperatura. O paciente idoso já tem, fisiologicamente, uma redução na sensação de sede. Isso, associado ao calor e à idade avançada pode ser fatal”, alerta.