As cidades da Baixada Santista ficaram ‘escondidas’ por um forte nevoeiro na tarde desta terça-feira (18). O fenômeno encobriu diversos pontos da região e reduziu a visibilidade em algumas áreas. O nevoeiro já havia aparecido durante a manhã, chegou a se dissipar, mas voltou a tomar conta do litoral à tarde. Mas, afinal, o que explica a formação desse fenômeno? O fator que pode explicar a formação desse nevoeiro é a atuação da Alta Subtropical do Atlântico Sul (Asas), posicionada em alto-mar. O sistema favorece a descida do ar sobre a região, em um movimento chamado de subsidência. Esse processo forma uma camada de ar mais quente e seco em altitude e mantém, abaixo dela, uma camada de ar marítimo úmido e estável, como esclarece a meteorologista Heloisa Pereira. "Como o escoamento de norte é paralelo à costa, esse ar percorre um longo trecho sobre o mar, esfriando até saturar e condensar junto ao chão — é o nevoeiro". A neblina encobriu as cidades do litoral (Reprodução / Tv Tribuna) A meteorologista pontua, ainda, que a entrada do nevoeiro no continente não é provocada diretamente pela Asas, mas pela brisa marítima, que ganha força durante a tarde. Ao chegar à Baixada Santista, o nevoeiro encontra a Serra do Mar, que contribui para o avanço dele na região. "A tampa impede o nevoeiro de subir ou se dissipar, e por isso o topo aparece tão reto nas imagens. A situação deve mudar quando uma frente fria, que está no Sul, avançar", complementa. Forte neblina Pela manhã desta terça-feira (18), o fenômeno surpreendeu moradores de cidades da Baixada Santista. A névoa começou em Praia Grande e avançou por outros municípios da região, reduzindo a visibilidade e provocando reflexos nas travessias de balsas e também no Porto de Santos. O fenômeno encobriu a paisagem em diversos pontos da região durante as primeiras horas do dia. Por volta das 8h, no entanto, a névoa já começava a perder força e se dissipar. Um dos principais impactos foi registrado no Porto de Santos. Com a visibilidade abaixo de 500 metros, a Capitania dos Portos determinou, às 6h45, o fechamento do complexo portuário para o tráfego de navios. A medida foi tomada por segurança, devido às condições desfavoráveis para a navegação. A baixa visibilidade também afetou as travessias litorâneas. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), algumas operações tiveram que ser temporariamente interrompidas entre a noite de segunda-feira (17) e a manhã desta terça (18). Entre elas, estão as travessias Bertioga–Guarujá e Vicente de Carvalho–Santos. A Tribuna entrou em contato com a Semil para saber sobre as condições das travessias durante o período da tarde, mas, até a publicação desta matéria, não obteve retorno.