[[legacy_image_331566]] A Baixada Santista teve saldo positivo de 13.268 postos de trabalho (diferença entre 155.574 admissões e 142.306 demissões) no ano passado, considerando apenas os dados com registro em carteira. Houve uma alta de 4,91% em relação a 2022, quando foram criadas 12.646 vagas (148.536 admissões menos 135.890 demissões). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Os dados foram levantados por A Tribuna com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O economista Denis Castro afirma que a retomada do emprego na região tem sido fortemente puxada pelo setor de serviços, com criação de vagas acima das projeções do mercado. “Alguns fatores contribuem para isso, tais como o aumento dos gastos do governo, diminuição, ainda que sutil, da taxa Selic, e projeção de inflação dentro da meta. A confiança do mercado está em alta, gerando aumento das expectativas que se refletiram em crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) bem acima das projeções iniciais”. Castro projeta que a tendência é que o atual cenário permaneça neste primeiro semestre. “O Brasil é o país que mais recebeu investimentos estrangeiros no a no passado e tudo indica que a manutenção desse cenário de melhoria contínua”, afirma. [[legacy_image_331567]] As nove cidades da Baixada Santista tiveram números positivos no ano passado, considerando a diferença entre admissões e demissões. Em 2022, todos os municípios também tiveram geração de vagas. O melhor saldo, tanto em 2022 quanto em 2023, foi o de Santos, embora tenha baixado no comparativo: 6.141 e 5.657, respectivamente. A cidade que mais admitiu trabalhadores no ano passado também foi Santos, com 65.944. O número de contratações foi superior ao de 2022 (64.774), quando Santos também liderou. “É nítida a melhora do nível de emprego na Baixada, com atividade econômica muito mais robusta do que em 2022. Quem apostou contra o Brasil em 2023 perdeu muito dinheiro e quem apostar na piora do cenário vai perder mais dinheiro ainda”, afirma o economista. [[legacy_image_331568]] Castro cita, novamente, o Brasil, lembrando que a redução do desemprego no País é notável mês a mês, aliado à reforma tributária e melhora da nota de grau de investimento no Brasil pelas agências internacionais. “Embora a questão da medida provisória da reoneração da folha de pagamento tenha trazido alguma insegurança e incerteza para os empresários”. Dezembro Se a comparação na Baixada Santista for apenas envolvendo os meses de dezembro de 2022 e do ano passado, o saldo subiu bastante – cinco contra 918, respectivamente. Em 2023, foram 13.638 admissões e 12.720 demissões. Já em 2022, 12.230 e 12.225. Cubatão, Santos e São Vicente tiveram saldos negativos no período, tanto em 2022 quanto no ano passado. No entanto, as duas últimas cidades reduziram bastante as perdas de 2022 para o ano passado (-693 para -85 em Santos e -739 para -164 em São Vicente). Por outro lado, Cubatão recuou de -131 para -188. Desemprego A taxa média do desemprego do País, no ano passado, ficou em 7,8%, o menor resultado anual desde 2014, de 7%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi 1,8 ponto percentual menor do que o de 2022, de 9,6%. A população ocupada atingiu recorde de 100,7 milhões, alta de 3,8% na comparação com 2022. Houve redução de 17,6% do total de desempregados entre 2022 e 2023, chegando a 8,5 milhões. O ano passado terminou com recorde do número de empregados com carteira de trabalho assinada – 37,7 milhões – alta de 5,8% na comparação com o ano anterior. A taxa anual de informalidade passou de 39,4% para 39,2% entre 2022 e o ano passado. O contingente que atua por conta própria somou 25,6 milhões no ano passado, subindo para 0,9% em relação a 2022. O rendimento (descontada a inflação) médio do trabalhadore foi estimado em R\$ 2.979, um crescimento de R\$ 199 sobre 2022. Esse aumento de 7,2% supera a inflação oficial acumulada no ano passado, de 4,62%. O valor se aproxima do maior registrado na série histórica, R\$ 2.989, em 2014, segundo o IBGE.