[[legacy_image_16705]] Apesar das atenções estarem voltadas para o avanço do coronavírus, moradores da Baixada Santista também devem ficar atentos a outro inimigo: o mosquito Aedes aegypti. Na região, 2.110 pessoas tiveram dengue e 87 chikungunya, doenças transmitidas pelo inseto este ano. Não houve nenhum caso de zika. Em 2019, foram 2.178, 80 e 7 respectivamente. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em Cubatão, até 29 de novembro 744 moradores tiveram dengue contra 100 no ano passado - sete vezes mais casos. O Serviço de Controlo de Zoonoses fez mais de 80 mil visitas domiciliares e também realiza nebulizações, com apoio da Sucen, na luta contra o Aedes. São Vicente registrou alta de 44%, saltando de 85 em 2019 para 154 agora e o ano ainda não acabou. Para o médico infectologista Evaldo Stanislau, é preciso ter uma atenção especial com os casos de dengue porque os sintomas podem ser confundidos com covid-19, com resultados de exames darem positivo para os dois. “É possível que tenha um aumento dos casos de dengue, sim. A doença não foi embora. Somos uma região endêmica. Mas, às vezes, pode-se estar chamando de dengue o que é covid-19”. Ele explica ainda que, muitas vezes, os sintomas de coronavírus lembram os da dengue. “Ela dá mialgia (dor muscular), dor de cabeça, febre, pode dar exantema (manchas no corpo) e não dá sintomas respiratórios. E, para piorar, você faz o exame da dengue e vem positivo. Mas é covid-19. Talvez por uma reação cruzada”, explica. Segundo ele, para não haver dúvidas, seria necessário pesquisar covid-19 em todos os casos que de dengue. “Outra alternativa seria pesquisar a dengue pela mesma técnica usada para coronavírus. Mas o RT-PCR para a dengue não está disponível de rotina”. Mais cidades Em Santos, até agora foram registrados 307 casos de dengue, 71 de chikungunya e nenhum de zika. Na Cidade, foram realizados 26 mutirões para caçar criadouros do inseto. O último ocorreu no Boqueirão, onde um morador teve dengue. Foram visitados 1.894 imóveis. “Faremos mais dois mutirões até o final do ano. Encontramos larvas em todos eles na Cidade toda. A população tem que se conscientizar que a dengue não dá descanso”, diz a chefe da Seção de Controle de Vetores em substituição, Ana Paula Favoreto. Agentes de combate a endemias de Guarujá também têm visitado bairros da Cidade realizando vistoria casa a casa, orientando a população e eliminando possíveis focos do mosquito. Foram mais de 100 mil imóveis visitados. Atenção Não deixar qualquer recipiente que acumule água em quintais, garagens ou outras áreas ainda é o principal caminho para evitar a proliferação do mosquito. Portanto, verifique caixa d’água, piscina, pratos de plantas, garrafas pet e pneus ou outros recipientes que acumulam água estão cobertos. “Hoje se fala tanto de covid-19 que as pessoas esquecem da dengue. A população tem que ter consciência e cuidar de seu espaço. Água parada em uma simples tampinha de refrigerante já é criadouro para mosquito. E, ás vezes, a pessoa não tem noção disso”, diz Ana Paula. Números Bertioga 2019 Dengue: 48 Chikungunya: 2 Zika: 0 2020 Dengue: 43 Chikungunya: 0 Zika: 0 Cubatão 2019 Dengue: 100 Chikungunya: 0 Zika: 0 2020 Dengue: 738 Chikungunya: 0 Zika: 0 Guarujá 2019 Dengue: 274 Chikungunya: 1 Zika: 1 2020 Dengue: 335 Chikungunya: 0 Zika: 0 Itanhaém 2019 Dengue: 618 Chikungunya: 0 Zika: 5 2020 Dengue: 109 Chikungunya: 0 Zika: 0 Mongaguá 2019 Dengue: 340 Chikungunya: 3 Zika: 0 2020 Dengue: 228 Chikungunya: 3 Zika: 0 Peruíbe 2019 Dengue: 91 Chikungunya: 0 Zika: 0 2020 Dengue: 166 Chikungunya: 0 Zika: 0 Praia Grande 2019 Dengue: 162 Chikungunya: 0 Zika: 0 2020 Dengue: 24 Chikungunya: 1 Zika: 0 Santos 2019 Dengue: 460 Chikungunya: 79 Zika: 1 2020 Dengue: 307 Chikungunya: 71 Zika: 0 São Vicente 2019 Dengue: 85 Chikungunya: 1 Zika: 0 2020 Dengue: 154 Chikungunya: 6 Zika: 0