[[legacy_image_128624]] Não é por falta de informação: praticamente todo mundo sabe que deixar água parada em vasos ou qualquer outro objeto ajuda o mosquito Aedes aegypti a se reproduzir. E, quanto maior for a população desses insetos, mais casos de dengue, zika e chikungunya podem ocorrer. Apesar disso, ainda há gente que não faz a sua parte. Por isso, as prefeituras da região prometem operações de guerra para combater o mosquito. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os casos confirmados de dengue aumentaram 644,1% na Baixada Santista de 2020 para este ano. Foram 2.007 registros no ano passado e 14.935 em 2021. Os números da chikungunya subiram ainda mais: 7.220,5%, de 190 para 13.909, mesmo sem contar Itanhaém, que não enviou os dados solicitados sobre essa doença. SantosA Prefeitura de Santos já programou mutirões para os meses de janeiro e fevereiro, com foco nos bairros que recebem mais turistas durante a temporada de verão e o Carnaval. Os primeiros bairros serão Aparecida (em 5 de janeiro), Boqueirão (12 de janeiro), Embaré (19 de janeiro) e Pompeia/José Menino (25 de janeiro). “O Grupo de Informação, Educação e Comunicação (IEC), da Secretaria de Saúde, divulgará os mutirões antecipadamente nos bairros, além de estar presente no dia, com barraca educativa com abordagem direta aos munícipes e turistas e atividades voltadas ao público adulto e infantil”. Em data a definir, ocorrerá um Dia D de Mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, diz a Prefeitura, que também trabalha com nebulização (aplicação de inseticida) e armadilhas para controle de mosquitos. Moradores podem denunciar situações de risco pela Ouvidoria Municipal: telefone 162 ou site. “É fundamental que a população auxilie o Poder Público no combate ao mosquito Aedes aegypti para a proteção de si mesma. Em 2020, embora a pandemia tenha deixado as pessoas mais tempo dentro de suas casas, algumas se esqueceram de verificar se havia criadouros em suas residências”, declara o secretário de Saúde de Santos, Adriano Catapreta. “Neste ano de 2021, todo o Estado registrou índices elevados de chikungunya, e Santos não foi diferente. De acordo com os epidemiologistas, isso ocorre porque grande parte da população não havia entrado em contato com o vírus ainda, o que a tornou mais suscetível. Embora o número de casos de chikungunya e dengue tenha se reduzido com o passar dos meses, não devemos descuidar”, prossegue Catapreta. Como evitar o mosquito- Mantenha a caixa d’água sempre fechada, com tampa adequada - Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada. Não jogue lixo em terrenos baldios - Não deixe a água da chuva parada e acumulada sobre a laje - Encha de areia até a borda pratinhos devasos de plantas- Guarde garrafas sempre de cabeça para baixo- Entregue pneus velhos ao serviço de limpeza urbana ou guarde-os em localcoberto e abrigados da chuva Trabalhos ocorrerão em toda a BaixadaO secretário municipal de Saúde de Guarujá, Giuliano Vidotto, afirma que o Município não tem medido esforços para atuar na prevenção e no combate ao mosquito Aedes aegypti e que todas as ações já foram intensificadas, considerando a proximidade da temporada de verão. “São realizadas visitas casa a casa, em estabelecimentos comerciais, ferros-velhos, borracharias, cooperativas de reciclagem, escolas, cemitérios e demais próprios públicos, além de campanhas educativas regulares para conscientização dos munícipes”, diz. A Prefeitura de São Vicente afirma que continua atuando e que solicitações podem ser feitas pelo número 0800-771-0037. “Os mutirões acontecem de acordo com a demanda de transmissão de arboviroses, nos bairros que registram maior incidência.” “O Município mede o índice de infestação de larvas de Aedes aegypti nas residências. Este índice, quando acima de 4, indica risco de epidemia. A medição de outubro apontou a média de 6,9, portanto, há ameaça de transmissão e epidemia”, explica. Praia Grande começa a intensificar as ações em dezembro, baseada no último índice de Avaliação de Densidade Larvária (ADL), que afere a proporção de larvas nos bairros do Município. Há outros indicadores, como denúncias de imóveis com acúmulo de reservatório ou número de casos positivos em pacientes. “Praia Grande tem uma equipe bastante experiente de agentes de endemias, que já conhecem os pontos estratégicos de possíveis focos e vão intensificar os trabalhos durante o verão. Também faremos uma ação muito forte de prevenção com a ajuda dos profissionais de saúde das unidades de Saúde da Família (Usafas), para conscientizar a população a também fazer a sua parte”, afirma o secretário de Saúde Pública da Cidade, Cleber Suckow Nogueira Em Cubatão, o Programa Municipal de Combate ao Aedes aegypti prepara, para o verão, uma operação de mutirões ou de visitas em áreas já identificadas em anos anteriores como de alta presença de criadouros, além das visitas de rotina em todas as regiões da Cidade. Secretária alerta que tempo é de cautelaA secretária de Saúde de Bertioga, Rebeca Barufi, adverte que a situação epidemiológica atual requer bastante cautela e intensificação das ações. “Apesar da diminuição do número de casos, ainda há receio da população em procurar a unidade de saúde por causa da pandemia (de covid-19), o que gera uma subnotificação”. Por isso, a Prefeitura mantém um Disk Dengue, no número (13) 3317-6273, dedicado a receber denúncias de focos. As equipes de Informação, Educação e Comunicação (IEC) e Imóveis Especiais iniciarão a Operação Férias, aproveitando o recesso escolar para orientar equipes das escolas a fechar ralos e vasos sanitários. A Prefeitura de Itanhaém fará mutirões nos bairros, com ações previstas nas áreas com maior incidência. Em 4 de dezembro, estará nos bairros Belas Artes e Guapiranga e, em 18 de dezembro, Centro e Suarão. Peruíbe afirma que, desde o dia 19, os agentes de IEC para combate a endemias promovem de palestras na Escola Estadual Padre Vitalino Bernini. O colégio fica no Caraguava, região com maior índice de positividade do mosquito Aedes aegypti. Segundo a secretária de Saúde, Ana Paula Cardoso, a situação é preocupante, e as medidas de combate não devem ser afrouxadas, “uma vez que nos encontramos próximos ao verão e num período em que há aumento de chuvas, propiciando o aumento de criadouros”. Mongaguá está realizando avaliação de densidade larvária, a fim de identificar quais áreas deverão receber serviços mais intensivos, como visitas a imóveis e mutirões. O intuito é promover visitas em pontos estratégicos, com tratamento de focos com larvicida, e divulgação mais intensa dos trabalhos nas redes sociais. “É necessário redobrar a atenção e os esforços, seguindo vigilantes e atuantes a fim de evitar ou, mesmo, minimizar a transmissão das arboviroses”, diz a chefe do Departamento de Vigilância Sanitária e da Unidade de Vigilância em Zoonoses, Kelly de Lira Capatto.